domingo, 8 de março de 2009

Instituto do Cerebro Prof. Dr. Nubor O. Facure

Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
O cérebro e a mediunidade

Nubor Orlando Facure

Devo esclarecer que vou abordar a mediunidade meio na contra mão do que vocês ouviram até agora.
Nosso amigo e veterano nas palestras aqui em Juiz de Fora, Dr. Jorge Andréa, abordou conceitos e generalidades “navegando” pelo plano espiritual para nos colocar uma interpretação muito doce sobre a mediunidade. Sou obrigado agora a aterrissar no cérebro. Vou tentar equacionar as suas vias, as suas conexões, sem que isso se torne enfadonho, difícil e árduo para quem não é especialista na área de neurologia. Posso lhes dizer que com o mesmo encantamento que o Dr. Andréa identificou e desenhou para nós o Espírito, sou um apaixonado pelo cérebro e creio que posso traduzir uma mensagem para que vocês também se enamorem de toda esta riqueza de gestos, de significados e de expressões que esse aparelho, aqui dentro da nossa caixa craniana, nos permite realizar, vivenciando a realidade do mundo físico, no plano dos encarnados, onde nós estamos inseridos.
Quero destacar que "a mediunidade é um fenômeno que se processa através do cérebro do médium". Nós podemos ler esta frase no Livro dos Médiuns, pelo menos cinco ou seis vezes.
Dentro desta perspectiva eu imagino que não podemos fazer qualquer outra interpretação. Temos que identificar no cérebro do médium como é que se processa o fenômeno mediúnico.
Para iniciar nosso estudo e principalmente por uma questão pedagógica, precisamos nos situar dentro do propósito da aula, expondo, para nossa identificação, os principais pilares que sustentam a expressão da mediunidade ou seja, o que é, a mediunidade. Depois, ao entrarmos no capítulo específico da neurofisiologia, poderemos correlacionar a fisiologia do cérebro que aprendemos, com aquilo que nós todos aceitamos como sendo fenômeno mediúnico.
Histórico.

A História da humanidade, quando estudada nos livros sagrados das mais variadas civilizações, é muito rica de demonstrações da ocorrência de comunicação entre o plano espiritual e o homem encarnado. Em todos os povos, estas histórias que estão aí registradas, podem ser, eventualmente, recapituladas, demonstrando que nunca estivemos sozinhos ou desamparados pela espiritualidade.
Entretanto, foi só após os estudos de Allan Kardec, o “Codificador do Espiritismo”, que tivemos um texto definitivo que nos permitiu compreender o mecanismo envolvido neste processo de comunicação entre os dois mundos. Ele foi de uma competência inigualável para equacionar os aspectos fundamentais do fenômeno mediúnico de maneira extremamente didática. Seu trabalho revela-se compreensível para os diversos níveis da nossa escolaridade, para que todos pudéssemos, de alguma maneira, lidar com esta fronteira entre o mundo físico e o mundo espiritual.
No Livro dos Médiuns, temos as principais definições da mediunidade confirmando o quanto Kardec foi didático e apropriado na linguagem que usou no século passado e que, para mim, permanece muito adequada até hoje.
Observando a metodologia de investigação da mediunidade, adotada por Kardec, vamos encontrar, no próprio texto do Livro dos Médiuns, os fundamentos básicos que estão envolvidos no processo mediúnico. Antes de mais nada, a mediunidade é vista ali como um processo de comunicação entre um plano e o outro. Poderíamos dizer, entre uma dimensão e a outra, ou, como repeti ao Dr. Andréa anteontem: com os estudos da moderna física, estou preferindo usar a expressão “entre uma realidade e a outra”, uma “realidade” do mundo físico e a outra do mundo espiritual.
O fenômeno mediúnico.

O fenômeno mediúnico é um processo de comunicação que atravessa a fronteira que delimita estas duas realidades, estas duas dimensões. Participam desse processo, uma determinada “aparelhagem”, que inclui o corpo físico do médium, o Espírito comunicante e o perispírito de ambos.
O Perispírito.
O corpo espiritual ou perispírito, processa a comunicação entre um plano e o outro mas, é o cérebro do médium quem vai nos dar o texto final da linguagem usada nesta comunicação.
Assim como nós precisamos de um determinado programa para a acessar as informações da internet, que daqui navega por todo o mundo, a partir do que é filmado nesta sala, nós precisamos de um outro corpo que nos permita acessar aquelas informações que estão numa outra realidade, num outro plano, numa outra dimensão.
Esse corpo espiritual, a que eu me referia, tem propriedades que transitam de um plano ao outro, de uma dimensão a outra.
As ligações do corpo espiritual com o corpo físico não estão permanentemente estáveis, rígidas, aprisionadas, células por células ou átomo por átomo. De alguma maneira, nós estamos sabendo que a nossa mente participa continuamente deste processo de interação.
Em determinados momentos, o conjunto de elementos estruturais do corpo físico, estão mais assentados sobre o corpo espiritual ou vice-versa e, em outras situações, há um distanciamento, um deslocamento, uma separação tênue entre um campo de força do corpo físico e do corpo espiritual.
Quero reforçar para vocês os aspectos, que eu diria, do nível atômico desta ligação entre estes dois corpos. Ora este contato é mais forte, ora mais tênue, preso apenas por um feixe brilhante, o que permite distanciar um corpo do outro.

Desdobramentos da Alma.
Vocês mesmos podem perceber a flutuação da nossa consciência se pedirmos, a cada um, anotar como está a sua concentração aqui do nosso ambiente, informando se está sintonizado na nossa aula continuamente ou se as vezes se distraem com alguma coisa.
Com um exercício de meditação poderemos nos deslocar espiritualmente para as dimensões mais próximas dos planos espirituais. Vamos procurar excluir todas as nossas preocupações aí de fora. Vamos centralizar o nosso pensamento nos propósitos mais nobres, dentro deste ambiente tão agradável, como o que foi criado hoje cedo. Vamos evitar que ruídos perturbem nossa sintonia psíquica. Apaguem as perturbações que estão lá do lado de fora, os atritos com familiares ou pessoas que nos incomodam. Vamos realizar um momento de paz, de concentração, de tranqüilidade aqui entre nós e, daqui a pouco cada um vai perceber, por si mesmo, aquela nítida sensação de leveza, de bem estar interior, de sintonia com propósitos mais nobres. Esta “viajem” é extremamente comum para que cultiva o hábito da oração. Por outro lado, a presença de determinadas pessoas nos põe de sobressalto pela hostilidade com que a sua aparência ou a sua aproximação nos provocam. Diante deles, exatamente como um animal acuado, a gente se “recolhe” no corpo físico, num mecanismo de defesa. É a viajem inversa na qual o corpo de carne nos serve de refúgio.
O momento mais importante do desdobramento do perispírito ocorre quando nós estamos dormindo. Gradativamente, ao iniciar o sono, vamos nos desligando, ponto por ponto dessa ligação e projetando o nosso corpo espiritual para um outro ambiente.
Nesta situação, estamos informado que o corpo espiritual, pode se desdobrar, quase que por inteiro, e fazer o que podemos chamar de “navegação” pelos planos espirituais. Esta “navegação astral” nos permite deslocar, atraídos para aqueles ambientes nos quais nós estamos, de alguma maneira, aprisionados pela sintonia dos nossos propósitos. O conteúdo dos nossos pensamentos irá contatar os espíritos que nos vão fazer companhia.
Qualquer um de nós, aqui presente, sabe que os tarefeiros da "Casa do Caminho", mesmo tendo ido para casa dormir, estiveram “espiritualmente” aqui, de novo, tentando reorganizar o ambiente, para as próximas reuniões, Eles estão de tal maneira aprisionados, psiquicamente, a este contato com a Dª Isabel, que a noite, retornam a esta psicosfera da "Casa do Caminho", que os atrai, provocando o deslocamento das suas casas de volta para esse ambiente.
O corpo espiritual nos permite desfrutar deste processo de navegação, em que nos deslocamos, conforme a sintonia de nossos propósitos.
O Fluido cósmico.
Um outro elemento, ligado ao fenômeno mediúnico são os fluidos. Vocês podem perceber que, aos poucos estou acrescentando informações para nós montarmos o quebra-cabeça da mediunidade por inteiro.
Qualquer objeto material, assim como cada átomo, cada elemento que nós identificarmos na nossa dimensão física, está mergulhado numa substancia fluídica. É chamado de fluido cósmico universal na sua expressão mais genérica. Ele se condensa e forma o nosso perispírito, quando encarnado nesse planeta e se modifica, quando daqui nos deslocamos para uma outra esfera, de outras populações. Todo o Universo é preenchido por este fluido e toda matéria se origina dele.
Gosto de ressaltar isso porque é inédito em todas as outras ciências o que o espiritismo fala sobre o fluido cósmico universal. Na minha opinião, a fisiologia deste fluido vai constituir uma Teoria futura para explicação de todos os fenômenos que nós observamos, tanto na área física, quanto na área espiritual. As atuais Teorias da física, baseadas na existência exclusivamente da matéria que conhecemos, deverão ser superadas pela Teoria do Fluido cósmico.
É oportuno que nós, espíritas, nos detenhamos no estudo das propriedades deste chamado fluido cósmico universal, antes que os físicos, que estão estudando e especulando nesse campo, não comecem a falar em massa quântica ou matéria psiquântica e, daqui a pouco, nós espíritas ficaremos para trás.
Sempre que vem um físico fazer alguma proposta para nós, eu fico receoso: vai ver que ele já descobriu isso e vai achar que foi ele que inventou. Tenho reforçado sistematicamente que Allan Kardec já nos ensinou no Livro dos Espíritos, que há um fluido, no qual nós todos estamos mergulhados. Os filósofos da antiga Grécia já falavam deste fluido, mas, a doutrina espírita nos confirma e revela algumas de suas propriedades. É exatamente este fluido, que constitui o meio de transporte do nosso pensamento e, por conseqüência, de toda a comunicação mediúnica.
Quando um Espírito se comunica com outro, seus pensamentos mergulham nas “ondulações” e “corpúsculos” do fluido cósmico universal.
A expressão mais adequada que para mim define o fluido universal é a de André Luiz, quando o definiu como sendo o " Hálito de Deus". Não tem coisa mais graciosa da gente entender, exatamente, o que é isto, porque na Gênese consta que Deus pegou o barro da terra, fez o homem e soprou em suas narinas para que ele vivesse. É esse sopro de Deus, que habita todo o Universo, o hálito divino, cósmico, no qual nós estamos mergulhados. Este fluido vai participar, obviamente, de todo o processo mediúnico, conforme vocês vão acompanhar comigo.
Os mentores espirituais.
Vamos agora à outro domínio do campo mediúnico. O processo de comunicação que se faz de um plano para o outro é acessorado por uma equipe que está no plano espiritual. Nós sempre estamos destacando a existência dos mentores nas reuniões espíritas. Eles são os nossos orientadores, são apoiadores, são protetores, são os missionários que nos auxiliam. Nós nunca poderíamos caminhar sozinhos no exercício da mediunidade.
Imaginem comigo uma situação médica comum. Estamos aqui, com o nosso queridíssimo Dr. Didier. De repente, hoje, já são quatro horas da tarde, e ele é chamado para fazer um parto. Jamais ele irá sozinho apoiar uma criança que vai nascer, sair do meio líquido, ali, dentro da cavidade uterina da mãe e se projetar para esse meio gasoso, aéreo, onde nós estamos. Há toda uma equipe de apoio no hospital onde ele trabalha.
Quando ocorre o processo mediúnico, como a gente vê nos trabalhos da casa espírita, nós precisamos sempre do auxílio desses orientadores.
Precisamos agradecer esta proteção, este carinho, esta tolerância incansável que eles demonstram com a nossa invigilância. Eles estão participando caridosamente com o nosso crescimento espiritual. O comando, a ordem, o controle, do fenômeno mediúnico é sempre exercido por eles.
Intercorrências com a mediunidade.
Podemos ler no Livro dos Médiuns que a mediunidade é um dom, uma aptidão, é uma predisposição orgânica especial. Pode ocorrer, também, que um determinado indivíduo deixe de produzir o fenômeno mediúnico de que era possuidor. Por que será que acontece isso? Por que, em determinados momentos, cessou o seu dom?. Determinados médiuns, que vinham tendo vidência expressiva, de repente, mudam. Não vêm mais e passam a ser médiuns de uma outra categoria. São inúmeros os exemplos desse tipo de ocorrência.
A mim parece que tudo isso obedece uma pré-determinação dos nossos mentores espirituais e não só , especificamente, uma mudança na biofisiologia do cérebro do médium. Nossos protetores espirituais têm, seguramente, um papel extremamente importante na qualidade e na quantidade da expressão mediúnica que se manifesta em nós.
No momento em que há passagem da informação ou da comunicação ou do processo de materialização entre um campo a outro, especialmente, casos de comunicação de jovens ou de crianças que relatam, dali, alguma observação de carinho e de apoio para os pais, que estão aqui encarnados, eles só podem produzir esta fenomenologia através do apoio desses protetores a quem estou me referindo.
Quero registrar enfaticamente o agradecimento aos mentores que têm apoiado, carinhosamente, todos os nossos médiuns.
Classificação dos fenomenos mediunicos
Pretendo discorrer agora sobre à “clínica” do processo mediúnico. Como nós médicos quando discutimos nossos casos: Quero ver um paciente com epilepsia. Deixe-me ir lá na enfermaria testemunhar sua queixa e o tipo de crise que apresenta.
Allan Kardec foi levado a estudar a mediunidade nas reuniões das chamadas mesas girantes. As mesas demonstravam uma inteligência nas respostas que escreviam aos participantes das reuniões.. A partir daí, Allan Kardec fez nascer um novo mundo! Tão ou mais espetacular quando Pasteur e outros cientistas, ao utilizarem o microscópio, descobriram a existência das bactérias e dos germes produtores de doenças. O impacto da descoberta dos micróbios trouxe um gigantesco avanço para a medicina, pelo mundo novo que revelou.
Allan Kardec descortinou, na Doutrina dos Espíritos, um novo paradigma, a dimensão espiritual que convive entre nós, com elementos mais ativos que as bactérias. Eventualmente, nos perturbando, mas é um novo mundo, que vivencia conosco todas nossas experiências tanto do ponto de vista físico, quanto do ponto de vista intelectual e, principalmente, do ponto de vista emocional.
Allan Kardec fez uma leitura do fenômeno mediúnico com uma didática excepcional. Ele classificou os fenômenos dentro de dois grupos: os chamados fenômenos de efeitos físicos e fenômenos de efeitos intelectuais, que estão ligados à produção de conhecimento.
Os Fenômenos de efeitos físicos, são caracterizados pela suas propriedades materiais. São de tal ordem que podemos quantificá-los, medindo, por exemplo, a duração, a extensão e a densidade do fenômeno. Ou seja, todas as propriedades físicas que o fenômeno expressa.
Quanto às propriedades e significados dos fenômenos de efeito psíquico ou intelectual, o próprio neurologista tem dificuldade de quantificá-las, porque os fenômenos de efeitos intelectuais são vividos como experiência psíquica do médium e portanto dependemos dele para sentir a sua extensão.
Posso apresentar a vocês alguns símbolos. Isso vai provocar em vocês fenômenos psicológicos. Cada um de nós estará realizando uma observação especial, particular e subjetiva. Vamos dar uma olhada, por exemplo, nos sinais de trânsito, depois num ponto de interrogação, num homem desenhado nos muros de uma construção e, finalmente, numa cruz, a cruz que simboliza os hospitais. Para mim ocorrerá maior impacto, justamente aquela cruz, pela minha ligação com a vida hospitalar, para outro, seguramente, os sinais de trânsito, para um engenheiro de construção de obra, aquele outro que sinaliza a presença de um trabalhador.
Vamos observar agora este detalhe: no fenômeno físico eu posso dispor de uma régua para medir ou um relógio para cronometrar, podendo, com estes instrumentos, observar a densidade material do fenômeno.
Por outro lado, os fenômenos intelectuais, precisam ser quantificados individualmente. Cada um de vocês observou os sinais que eu apresentei e fizeram interpretações específicas. Cada um viu melhor o que despertava mais interesse em suas mentes.
Anteontem, eu dizia para Dona Isabel : Observe o meu relógio. Um objeto comprado numa relojoaria comum. Um relógio que vale muito pouco em termos de preço, de custos, de qualidade, mas, foi-me ofertado num dia de aniversário pela minha esposa. Simbolicamente, para mim, ele tem um valor que não é estimado pelo relojoeiro que o analisa.
O fenômeno mediúnico, de efeito intelectual, pela afetação psíquica que provoca, tem que ser, especificamente, individual. Não podemos fugir dessas regras. Com estes conceitos, posso adiantar, que já estou, aos poucos, introduzindo vocês na fisiologia do cérebro.
Os fenômenos de efeito físicos.
Os fenômenos de efeitos físicos freqüentemente servem para afrontar as Ciências materialistas. Infelizmente eles se prestam muito para apresentação na televisão, para produzir impacto, para atiçar a mídia, que, se promove na produção desse tipo de quadro.
Não são tão raros os casos de “poltersgate” (espírito brincalhão), nem os fenômenos de combustão espontânea, de deslocamento de pedras que são atiradas no telhado, de livros que são rasgados, de porta do guarda-roupa que é queimada e de pessoas que são projetadas à distância. Já houve indivíduos que se queimaram gravemente. conforme relatos na literatura espírita, vítimas de uma combustão espontânea, levando, inclusive, a morte pelas queimaduras. Esta combustão tem particularidades curiosíssimas. Quando se põe fogo, por exemplo, num pedaço de madeira, ela se queima de fora para dentro. Nesse tipo de combustão, nos fenômenos da mediunidade. o fogo é de dentro para fora .
Cada um de vocês, eu acredito, tem também suas estorinhas para contar. Os fatos que ouviram dizer de casas assombradas, de ruídos dentro de casa, de pedras que são atiradas no telhado, objetos que aparecem dentro dos cômodos e nos armários, são muito comuns.
Na interpretação destes fenômenos, encontramos no Livro Dos Médiuns a seguinte explicação: " A combinação de fluidos do médium e do espírito desencarnado podem mudar a propriedade da matéria". Nessa frase percebe-se claramente que Kardec trouxe-nos uma nova ciência que será melhor compreendida no próximo milênio. Deve existir algum elemento que a Física de hoje ainda não identificou que modifica as propriedades da matéria. A água, como esta que está aqui, pode ficar extremamente, corrosiva, se for submetida a alguma alteração provocada pelo fluido cósmico universal. Magnetizando esta água podemos conseguir este efeito através dos fluidos emitidos pelo magnetizador.
Certa ocasião pediram para o nosso Chico Xavier explicar o efeito da medicação prescrita nas receitas ditadas pela mediunidade. Para nós médicos, a “Thiaminose” é uma vitamina, injetada na veia, que traz muito pouco beneficio para os pacientes em geral e, as gotas da homeopatia, em termos médicos, teria um valor discutível e nem sempre bem aceito.
Ele nos dizia que, na verdade, estas substâncias servem de veículos, que permitem aos protetores espirituais colocarem os elementos adequados, retirados do fluido cósmico, que estão aí, esparsos por toda a nossa natureza e, na verdade, as propriedades físicas das substâncias que vão na receita são potencializadas pelos fluidos. Não é, especificamente, uma injeção de vitamina ou umas gotinhas de um xarope que estão produzindo o efeito.
Podemos, portanto, perceber, que está aí uma proposta terapêutica muito interessante, merecendo estudo da nossa parte. Toda esta matéria que nós estamos vendo, registradas pelo nosso cérebro, é possível de sofrer modificações por completo em suas propriedades. Qual é a teoria que explica isso? A teoria dos fluidos . Está lá no Livro dos Espíritos, nos primeiros capítulos quando Allan Kardec fala dos fluidos e das propriedades da matéria.
Há possibilidade de nós termos curas de qualquer tipo de doença, através de uma água fluidificada. Não estranhem se isto é ou não possível. Ainda não conhecemos os mecanismos que nos permitirão manipular com mais propriedade o fluido cósmico e no futuro talvez isto não será mais segredo.
Com os recursos que a energia proveniente das emissões fluídicas fornece, um determinado objeto , um papel, ou um lenço que jogo aqui no chão, pode se deslocar obedecendo as leis de combinações fluídicas do fenômeno mediúnico. Os fluidos condicionam esta propriedade. Esse lenço, que está atirado no solo, deverá ser envolvido pelo fluido cósmico para obedecer ao comando da mente que sugere o seu deslocamento. É indispensável a combinação de dois tipos de fluido, um que é fornecido pelo perispírito do médium e outro pelo espírito que se comunica.
Qualquer objeto “imantado”, por esta combinação de fluidos, adquire uma propriedade especial que o “vitaliza”.
Aqui está, por exemplo, a minha mão que eu movimento e que tem vitalidade orgânica. Facilmente a faço obedecer ao meu comando. Estou ligada à ela pelos meus nervos que transmitem o comando do meu cérebro. Esse livro, enquanto ele estiver aqui na mesa, ele não se movimenta, mas se o pegar na minha mão, vejam o que acontece. Ora, quem achava que o livro não se movimentava? Desde que eu encoste nele. Basta eu colocar a minha “carne” nele.
Aquele lenço que joguei no chão, se o impregnamos de fluido do perispírito do médium em associação com o fluido do espírito comunicante, ele adquire uma “vitalidade” e obedecerá as ordens do médium mesmo estando distante de suas mãos.
Vocês nunca imaginaram que esse livro obedeceria às minhas ordens. E viram Obedece sim ! Salte, livro! Pronto. Ele saltou.Se vocês não acreditavam, eu o fiz saltar! Mas tive que usar um instrumento : a minha mão, mas quem a comandou foi a minha mente.
A mesma coisa ocorreria para este lenço que com o fluidos ele passa a obedecer a mente. Nesse caso vai ocorrer uma dualidade interessante. Tanto o médium pode determinar mentalmente que o lenço se desloque para um lado, como o espírito que está produzindo o fenômeno pode dizer : quero que vá para o outro lado. Pode ocorrer uma perturbação nesta brincadeira, que, com freqüência, os espíritos zombeteiros, brincalhões e arruaceiros produzem nesse tipo de atividade mediúnica. O que eles querem, na verdade, é provocar confusão. Que produzem o fenômeno produzem; e que o lenço obedece, obedece. Faço este livro aqui me obedecer, desde que eu tenha contato com ele.
Postado por Prof Dr Nubor Orlando Facure

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