domingo, 1 de maio de 2011

Betty e Barney Hill

O casal Betty e Barney Hill seguram uma cópia do livro
A jornada interrompida, um relato do seqüestro
vivido por eles em New Hampshire, em 1961
    Podemos dizer que o primeiro caso de contato direto com extraterrestres, ocorrido nos EUA, que teve realmente repercussão inclusive nos meios científicos, foi o do casal Hill. Barney e Betty Hill seguiam de carro para Portsmouth em 19 de setembro de 1961.
     Pretendiam continuar viajando durante a noite, devido a um alerta do serviço meteorológico relativo à possibilidade de um furacão, pois desejavam estar em casa antes que este chegasse. Pararam em um pequeno restaurante  em Colebrook, situado na região norte de New Hampshire, para fazer uma refeição rápida. Depois seguiram viagem, pois pretendiam estar em casa por volta de 02:30 h.


    Já ao sul de Lancaster, os dois começaram a observar um objeto que brilhava muito no céu. O aparelho parecia acompanhar o trajeto do carro. Os Hill pararam o automóvel e observaram o UFO através de um binóculo. 
    Tratava-se de uma nave enorme, de forma discóide, a poucas centenas de metros do solo, apresentando uma cúpula giratória. Betty pôde notar claramente uma fileira dupla do que pareciam ser janelas. Tanto ela como seu marido tiveram a chance de observar através das janelas vários ocupantes do aparelho. Através do binóculo, Barney conseguia ver que alguns dos tripulantes da nave pareciam manejar uma espécie de painel de controle, enquanto o objeto descia lentamente.

    Quando a nave pousou, Barney estava fora do carro, enquanto Betty, gritando, insistia para que ele retomasse ao carro. Porém seu marido parecia estar hipnotizado pelos olhos de um dos tripulantes do objeto. Sentiu que estava prestes a ser capturado, correu para o carro, Betty deu partida, mas logo em seguida o casal ouviu um estranho som eletrônico, e os dois foram prontamente envolvidos por um estado de sonolência repentina. 
    Tudo que aconteceu em seguida ficou bloqueado em suas mentes. Apenas se recordavam de que ouviram um outro som estranho e estavam viajando novamente pela estrada. Só tempos depois é que a amnésia começou a incomodá-los, e procuraram ajuda médica. Haviam perdido aproximadamente duas horas transcorridas naquela noite, das quais nada conseguiam se lembrar.

    Após sucessivas hipnoses regressivas, realizadas separadamente com Betty e Barney Hili, o doutor Benjamim Simon, um psiquiatra de renome, pôde reconstituir passo a passo os acontecimentos vividos pelo casal. Ambos tinham sido levados para dentro da nave pelos seres, que pareciam usar uniformes. 

Barney mostra um desenho da nave que ele
e Betty observaram
    Barney notou que a  criatura que parecia comandar a nave, o único que aparentemente sabia falar inglês, usava um cachecol preto no pescoço, que caía sobre o ombro esquerdo. Segundo o casal, o traço que mais os diferenciava dos humanos da Terra eram os olhos.

Desenho feito por Betty Hill do extraterrestre
com o qual teve contato
    Barney e Betty Hill foram submetidos separadamente a um exame clínico completo. Examinaram os olhos, orelhas, nariz e garganta de cada um deles. Tiraram amostras dos cabelos, unhas e pele. 
    Os seres ficaram surpresos quando não conseguiram remover os dentes de Betty, ao contrário do que tinham conseguido com Barney, já que este usava dentadura. Introduziram uma agulha no umbigo de Betty, sendo explicado para ela que se tratava de um teste de gravidez, com uma técnica semelhante que seria utilizada na Terra anos mais tarde, na década de 70. Quando a agulha foi introduzida, a contatada sentiu dor, que foi remediada imediatamente com o toque de uma das mãos do líder na cabeça de Betty.
    Além do comandante (líder) e do "médico", existiam aparentemente dentro da nave mais nove seres. Todos de baixa estatura. Seus corpos pareciam desproporcionais, apresentando um tórax grande, com braços mais compridos. Seus rostos eram planos, apresentando olhos muito grandes. Seu nariz era muito pequeno e a boca não passava de uma fenda. Segundo Betty, o líder e o "examinador" eram diferentes: mais altos, apresentando ainda uma cor de pele diferente. O que mais chamava atenção na tripulação da nave, entretanto, eram os olhos, diferentes de tudo que os Hill tinham visto até aquele momento.
    Muito interessante é também a história do mapa estelar observado por Betty Hill dentro da nave. A contatada perguntou ao líder de onde eles eram, afirmando que já sabia que não eram da Terra. Nesse estágio da experiência. Betty observa um mapa retangular, que media em seu eixo maior cerca de 120cm.
  Mapa estelar desenhado por Betty Hill sob hipnose
que ela teria visto no interior do disco, segundo o
astrônomo Majorie Fish estes seres seriam provenientes
da constelação de Zeta Reticulov
     Existiam várias linhas ligando as estrelas. Segundo foi explicado para Betty as linhas duplas significavam rotas comerciais, as linhas individuais correlacionavam estrelas que eram visitadas ocasionalmente, e as pontilhadas eram expedições. O líder perguntou se Betty sabia onde estava o nosso sistema no mapa. A contatada respondeu que não. Pouco tempo depois o casal era levado para fora da nave, de onde puderam observar a partida do Ufo.
    Durante as sessões de hipnose. a senhora Hill conseguiu desenhar o referido mapa. De início não foi encontrado qualquer padrão comum entre o mesmo e nossas cartas celestes. 
    Coube a uma astrônoma amadora, a professora Majorie Fish, a identificação das estrelas que apareciam no mapa. Inicialmente, apesar de muitas tentativas, a astrônoma não conseguiu também resultados positivos, mas com o passar dos anos, e a divulgação de novas cartas celestes, que traziam dados mais precisos, relativos às distâncias entre algumas estrelas das nossas vizinhanças cósmicas, foi finalmente encontrado um padrão exatamente igual.
   Quando Fish tomou apenas as estrelas próximas de nosso sistema solar, que segundo  astronomia terrestre teriam condições de possuir planetas adequados à vida, surgiu uma carta igual à desenhada por Betty Hill. Com base nesses estudos foi possível identificar o ponto de origem dos extraterrestres. Tudo parece indicar que seriam provenientes da  estrela Zeta da constelação do Retículo, a cerca de 36 anos-luz do nosso sistema solar. A validade da interpretação de Fish foi posteriormente confirmada também por astrônomos profissionais. Estava descoberto um dos locais dos discos voadores.
e
Depois da abdução, eles viveram situações estranhas, algumas delas aparentemente parapsicológicas, e que foram estudadas acuradamente e divulgadas pelo doutor Berthold E. Schwarz. Segue algumas delas.
           Seis semanas depois da abdução, Betty e Barney regressaram uma noite à sua casa e entraram na cozinha. Surpresos, encontraram na mesa uma pilha de folhas secas de alguma vegetação. No meio das folhas estava um par de brincos azuis. Betty estava usando aqueles brincos na ocasião da abdução e nunca mais os tinha visto. Ela tem quase certeza que uma das criaturas havia retirado seus brincos quando estavam examinando-a.
           Numa tarde, cerca de três meses depois da abdução, Barney tinha voltado cedo para casa. Pouco depois, ao chegar Betty, Barney descansava tranqüilamente. Betty entrou na cozinha e encontrou no bar, sob um jornal, "um pedaço de gelo, que tinha a forma como se alguém tivesse enchido um balde de água e depois o tivesse congelado". Betty notou algumas marcas estranhas no gelo. Barney garantiu que não tinha trazido o gelo e nada sabia a respeito. Resolveram deixar o gelo sob a torneira aberta, na pia, para derreter.
           Barney Hill faleceu em 1969, aos quarenta e seis anos, de uma hemorragia cerebral – a mesma causa da morte de seu pai. Mas os fatos inexplicáveis na casa não acabaram. A própria Betty Hill relatou para o doutor Schwartz:
           "As coisas andaram tão mal após a morte de Barney que minha sobrinha e seu marido deixaram seu apartamento para vir morar comigo. Mas aconteceram coisas tão misteriosas que ficaram amedontrados. Ouviam ruídas no meu quarto, quando não havia ninguém. Iam investigar e não encontravam nada, mas sempre tinham a sensação de que havia alguém ali. Desciam e ouviam um 'bang'. A porta da sala se abriu e eles viram um homem entrando em casa. Eles iam até a sala para ver quem era o invasor e, inacreditavelmente, não tinha ninguém. Eu mesmo era seguida por todo tipo de gente. Um deles era claro e gorducho. Encontrei-o diante de minha porta e perguntei-lhe o que fazia ali. O homem disse que vendia assinaturas de revistas. Ao lhe perguntar onde estavam as revistas, ele foi embora rindo".
          Betty alugou um dormitório de sua casa para uma mulher chamada Maureen Keating, que também contou que aconteciam coisas estranhas como, por exemplo, vozes onde não havia ninguém.
           Barney tinha um filho chamado Barney Hill Jr. e que era nascido de um casamento anterior. Barney Hill Jr. serviu o serviço militar, na zona do canal do Panamá. Várias vezes, entre as duas e as quatro da manhã, quando estava de plantão, aproximou-se um indivíduo alto, com calça, camisa e jaqueta branca. Este homem tinha um sotaque estrangeiro irreconhecível. Ele dizia se chamar Geist ("geist" em alemão é fantasma) e sempre interrogava Barney Jr. sobre as experiências dos seus pais com os discos voadores. As autoridades militares também interrogaram Barney Jr. sobre o assunto.
           Em outra ocasião, Betty ouviu chamar alguém lhe chamando na porta. Ela abriu e encontrou um homem vestido inteiramente de verde que dizia vir ler o contador de gás. Uma semana mais tarde, apareceu outro com o mesmo traje que também afirmava ter que fazer a leitura do contador de gás. Quinze dias mais tarde, novamente veio outro com o mesmo traje efetuar a leitura. Quando chegou o recibo do gás, a fatura tinha discriminado "consumo estimado". Betty chamou a companhia e perguntou o que estava acontecendo, pois como podiam discriminar "consumo estimado" na fatura se tinham estado três empregados na sua casa para fazer a leitura. O funcionário afirmou que nenhum encarregado de leitura havia sido mandado aquele mês. Para surpresa de Betty, todos os encarregados usavam trajes azuis, nunca de cor verde, e quem quer que esteve na sua casa, não era efetivamente da companhia de gás. Essas "visitas estranhas" podem ter relação com os chamados MIB (homens de negro).
           Após a morte de Barney, Betty Hill avistou várias vezes luzes estranhas no céu. Sempre que passava pelas portas de segurança de aeroportos, com detectores de metal, os alarmes soavam – mesmo quando Betty não portava nada de metal. Ruídos e coisas se mexendo sem que ninguém tocasse também aconteciam na casa de Betty. Como o doutor Schwartz mencionou, afortunadamente a viúva Hill demonstrou ser uma pessoa bastante equilibrada e passou por todas essas experiências sem ficar com seqüelas psicológicas. Em uma das entrevistas concedidas por Betty Hill, ela chegou a dizer "ninguém no seu estado normal deveria entrar numa nave extraterrestre". Sua própria vida após a abdução parece ser um argumento a favor dessa afirmação...
           Infelizmente, na manhã de 17 de outubro de 2004, Betty Hill faleceu. Ela tinha 85 anos e estava lutando há mais de um ano contra o cancêr.
Reinaldo Stabolito é ufólogo e Coordenador Geral do INFA

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