"O Difícil Caminho das Drogas",
EU LI E GOSTEI MUITO POIS TEM UMA LEITURA FÁCIL,MODERNA.
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Um dos problemas mais graves da sociedade humana, na atualidade, é o consumo indiscriminado, e cada vez mais crescente, das drogas, por parte não só dos adultos, mas também dos jovens e, lamentavelmente, até das crianças, principalmente nos centros urbanos das grandes cidades.
A situação é tão preocupante, que cientistas de várias partes do Planeta, reunidos, chegaram à seguinte conclusão: "Os viciados em drogas de hoje podem não só estar pondo em risco seu próprio corpo e sua mente, mas fazendo uma espécie de roleta genética, ao projetar sombras sobre os seus filhos e netos ainda não nascidos."
Diante de tal flagelo e de suas terríveis conseqüências, não poderia o Espiritismo, Doutrina comprometida com o crescimento integral da criatura humana na sua dimensão espírito-matéria, deixar de se associar àqueles segmentos da sociedade que trabalham pela preservação da vida e dos seus ideais superiores, em seus esforços de erradicação de tão terrível ameaça.
O efeito destruidor das drogas é tão intenso que extrapola os limites do organismo físico da criatura humana, alcançando e comprometendo, substancialmente, o equilíbrio e a própria saúde do seu corpo perispiritual. Tal situação, somada àquelas de natureza fisiológica, psíquica e espiritual, principalmente as relacionadas com as vinculações a entidades desencarnadas em desalinho, respondem, indubitavelmente, pelos sofrimentos, enfermidades e desajustes emocionais e sociais a que vemos submetidos os viciados em drogas.
Em instantes tão preocupantes da caminhada evolutiva do ser humano em nosso planeta, cabe a nós, espíritas, não só difundir as informações antidrogas que nos chegam do plano espiritual benfeitor que nos assiste, mas, acima de tudo, atender aos apelos velados que esses amigos espirituais nos enviam, com seus informes e relatos contrários ao uso indiscriminado das drogas, no sentido de envidarmos esforços mais concentrados e específicos no combate às drogas, quer no seu aspecto preventivo, quer no de assistência aos já atingidos pelo mal.
A Ação dos Espíritos Inferiores Junto ao Viciado
Esta ação pode ser percebida através das alterações no comportamento do viciado, dos danos adicionais ao seu organismo perispiritual, já tão agredido pelas drogas, e das conseqüências futuras e penosas que experimentará quando estiver na condição de espírito desencarnado, vinculado a regiões espirituais inferiores.Sabemos que, após a desencarnação, o Espírito guarda, por certo tempo, que pode ser longo ou curto, seus condicionamentos, tendências e vícios de encarnado. O Espírito de um viciado em drogas, por exemplo, em face do estado de dependência a que ainda se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga. Somente a forma de satisfazer seu desejo é que varia, já que a condição de desencarnado não lhe permite proceder como quando na carne. Como Espírito precisará vincular-se à mente de um viciado, de início, para transmitir-lhe seus anseios de consumo da droga, posteriormente, para saciar sua necessidade, valendo-se para tal do recurso da vampirização das emanações tóxicas impregnadas no perispírito do viciado, ou da inalação dessas mesmas emanações quando a droga estiver sendo consumida.
Essa sobrecarga mental, indevida, afeta tão seriamente o cérebro, a ponto de ter suas funções alteradas, com conseqüente queda no rendimento físico, intelectual e emocional do viciado. Segundo Emmanuel, "o viciado, ao alimentar o vício dessas entidades que a ele se apegam, para usufruir das mesmas inalações inebriantes, através de um processo de simbiose em níveis vibratórios, coleta em seu prejuízo as impregnações fluídicas maléficas daquelas, tornando-se enfermiço, triste, grosseiro, infeliz, preso à vontade de entidades inferiores, sem o domínio da consciência dos seus verdadeiros desejos"."O Espírito de um viciado em drogas, em face do estado de dependência a que se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga."
NOSSO CORPO,NOSSO TEMPLO
Em muito maior escala. O corpo humano é um maravilhoso empréstimo da Vida, para a vida. Qualquer excesso, qualquer abuso, qualquer uso indevido, repercutirá na consciência, alertando quanto aos prejuízos. Isso é válido para qualquer desregramento. Tudo o que contraria o equilíbrio somático desajusta a harmonia do trinômio: corpo/perispírito/espírito. Tais desajustes começam por provocar doenças no corpo físico e terminam por carrear inenarráveis tormentos espirituais.
Alerta-nos o Espírito André Luiz, em "Evolução em dois mundos", Ed.FEB, Cap. XX - "Invasão Microbiana" que "as depressões criadas em nós por nós mesmos... plasmam nos tecidos fisiopsicossomáticos que nos constituem o veículo de expressão, determinados campos de rutura na harmonia celular... as consequentes tumorações invasoras (mutação de células sãs), no início, obedeceram a determinada distonia, originária da mente... ".
Diz mais aquele bondoso Mentor: que nossos desequilíbrios mentais causam rupturas nos pontos de interação entre o perispírito e o corpo físico, ensejando assalto microbiano consentâneo com nossos débitos de vidas passadas...
O homem encarnado possui, excedente da sua silhueta física, enfeixando sua aura astral, um campo espiritual de defesa, "qual túnica eletromagnética, a aura humana, à maneira de campo ovóide, plasmando telas vivas, qual couraça vibratória, espécie de carapaça fluídica". São informações do Espírito André Luiz, em "Missionários da Luz", CapXVII, p.129 e 130.
Vemos na revista REFORMADOR de Outubro/97 um bem fundamentado artigo doutrinário ("Responsabilidade no fumar"), onde o autor, Geraldo Goulart, expõe valiosas informações sobre essa tela que, uma vez rompida (com "buracos", causados por vícios), o mecanismo natural de proteção do ser humano não mais impede o trânsito de energias bastardas entre os centros de força que alimentam o espírito e o perispírito. Aí, sobrevêm as provações obrigatórias...
Sabemos nós, espíritas, que tais energias bastardas formam clima astral negativo, advindo e formado pelos miasmas produzidos pelos bilhões de pensamentos — majoritariamente infelizes — que, no rastro dos vícios, em estado permanente entrecortam a psicosfera terrestre. Infrações violentas, tais como os tóxicos, rompem essa "carapaça fluídica" do homem e as consequências são a devastação da saúde física e até a morte, às vezes precedidas da loucura. Depois... os tormentos espirituais.
TOXICÔMANO: A VIDA DE UM DESENCARNADO
Ao desencarnar, o perispírito mantém integralmente as mesmas sensações experimentadas na jornada terrena. Encontra no mundo espiritual inúmeros espíritos, similares, em tendências, gostos, graus de evolução. Com eles conviverá, pela sintonia e atração vibratórias. O toxicômano, em particular, conviverá com desencarnados viciados. Verá que seu perispírito (matriz do seu corpo físico), está depauperado, destrambelhado, cheirando mal, repleto de náuseas e mazelas - frio, fome, dor...
DROGAS NO PERISPÍRITO
• "Às vezes, os órgãos genitais se deformam e em seu lugar formam-se enormes feridas que corroem" ("Mãos Estendidas" - p. 96/1ª Ed.);
• "Às vezes, o perispírito se atrofia e regride a embrião ("Ninguém Está Sozinho" - p. 154/3ª Ed.);
• "A agulha da fatídica picada permanece irremovível, na veia do desencarnado" ("Os Miosótis Voltam a Florir" -39/3ª Ed.);
• "O Vale dos Picos: um local sombrio e terrível onde agrupam-se os toxicômanos desencarnados empedernidos (ainda sem assistência). O "Vale" é comandado por uma entidade perversa, de grande poder sobre a mente de toxicômanos, encarnados e desencarnados" ("Na Esperança De Uma Nova Vida" - p. 62/2ª Ed.);
• "A overdose provoca a desencarnação e é comparável a uma queda do décimo sexto andar de um edifício. O cordão fluídico que liga o perispírito ao corpo é estraçalhado portanto, se o corpo físico sofre violência, mais ainda o perispírito" ("Consciência" - p. 103/1ª Ed.).
O Espírito LUIZ SÉRGIO, nas obras acima transmitidas pela mediunidade psicográfica, descreve, com detalhes, inumerou outros casos de espíritos toxicômanos atormentados. A linguagem é simples e oferta conhecimentos do mundo espiritual. Para os interessados em ampliar reflexões sobre o panorama espiritual dos toxicômanos recomendamos sua leitura, e que esse abnegado Espírito aprofundou estudos a respeito, sendo sua obra a que mais se detém sobre o tema, dentro do atual panorama da literatura espírita — mediúnica ou não.
POR QUANTO TEMPO O TOXICÔMANO DESENCARNADO FICA SOFRENDO?
Com claridade solar, em todo o Capítulo "Duração das penas futuras", do "O Livro dos Espíritos", o Espírito São Luís oferta-nos pérolas de esperança, adubando-nos a Fé. Vejamos suas consoladoras respostas:
"Pergunta: 1004 - Em que se baseia a duração dos sofrimentos do culpado?
Resposta: No tempo necessário a que se melhore. Sendo o estado de sofrimento ou de felicidade proporcionado ao grau de purificação do Espírito, a duração e a natureza de seus sofrimentos dependem do tempo que ele gaste em melhorar-se. À medida que progride e que os sentimentos se lhe depuram, seus sofrimentos diminuem e mudam de natureza.
Pergunta: 1006 - Poderão durar eternamente os sofrimentos do Espírito?
Resposta:... Deus não criou seres tendo por destino permanecerem votados perpetuamente ao mal. ... Cedo ou tarde o Espírito tem vontade de se tornar feliz.
Pergunta: 1008 - Depende sempre da vontade do Espírito a duração das penas?
Resposta: Sim, ao Espírito podem ser impostas penas por determinado tempo; mas, Deus, que só quer o bem de suas criaturas, acolhe sempre o arrependimento e infrutífero jamais fica o desejo que o Espírito manifeste de se melhorar".
O QUE LEVA UM ESPÍRITO DESENCARNADO TOXICÔMANO A O ARREPENDIMENTO?
A dor, mestra maior e último recurso natural para reconduzir o homem ao caminho do Bem. O viciado, ao desencarnar, percebendo que agora tudo está mais difícil, pois além de não poder satisfazer a ânsia da droga, ainda está doente, fraco, faminto etc., mais do que nunca, desejará as drogas.
•E ai?
• Onde buscá-las?
• Como consegui-las?
Carente, e sem nenhuma proteção, ficará a mercê de legiões de malfeitores espirituais. Será sim, admitido nessas legiões, mas como elemento escravizado, desprezível, inferior... Aprenderá, rápido, que só no plano material poderá dar vazão ao vicio. Qual vampiro, poucas vezes sozinho - quase sempre em bandos - acorrerá aos locais de frequência dos toxicômanos encarnados (às vezes até mesmo em seus lares), aderindo-se a eles, mente a mente, induzindo-os ao consumo das drogas, ou assediando criaturas invigilantes, ainda não viciadas, para que o façam. Sem nenhuma reserva moral, em troca de alguma satisfação do vício, será submetido a uma série de perversidades.
Com o tempo, poderá, pelo livre-arbítrio, tomar duas atitudes:
1ª - arrepender-se do mal praticado, do desrespeito às leis naturais, almejando melhorar de vida. O nível de sinceridade desse arrependimento determinará a ajuda celestial que virá em seu socorro;
2ª - revoltar-se ainda mais e tornar-se desejoso de vingança contra seus algozes. O desejo de vingança lhe dará forças para desencadear uma fieira de maldades.
Seu poder, ampliado, atingirá um ponto em que a Justiça Divina considera como saturação, dando um basta: compulsoriamente retornará à carne. Só que em tristes condições... Nem poderia ser diferente! A dor física e moral, num corpo deformado e sem defesas orgânicas, será constante na sua vida, como inigualável recurso educador.
COMPULSORIEDADE COMO RECURSO EDUCADOR MORAL
A compulsoriedade das infelicidades terrenas, atingindo inexoravelmente pessoas, famílias, grupos sociais, ou mesmo cidades, e até países, quase sempre põe à prova a confiança do homem no Criador, que só quer o bem dos Seus filhos. Particularmente, quando inevitáveis mazelas se apresentam no corpo físico, em multiplicados casos já a partir do nascimento do ser, fica difícil, senão impossível, a aceitação disso como sendo um benefício, não só para o atingido, como também para os demais integrantes do seu circuito existencial.
Mas é exatamente isso é o que é: uma bênção! Difícil de acreditar ou compreender, mas verdadeiro! Somente as luzes espirituais dos ensinamentos evangélicos, energizadas pelo Evangelho de Jesus e com o foco dirigido à razão, poderiam mesmo trazer-nos tão intricados acontecimentos que se repetem na humanidade.
— Espiritismo, Espiritismo: Ciência, Religião e Filosofia profunda, por isso mesmo de singular simplicidade, ofertando esperanças em taças cheias da "água viva" aos sedentos de justiça — aqueles que se sentem vitimados pelo "destino cruel". Sim: derramando lógica, bom senso, e mais que tudo entendimento, vêm Espíritos prepostos de Jesus dizer aos que sofrem:
a.) Emmanuel, à questão n° 336 de "O Consolador", registra que é ato de misericórdia divina a oportunidade de resgatar culpa, pelo que o culpado arrependido terá mesmo que passar por determinadas provas;
b.) André Luiz, no Cap. 19 de "Missionários da Luz", informa que após ser atendido por dez vezes, determinado paciente, colérico e invigilante, ficaria entregue a si mesmo, aguardando que a dor o instruísse e o ajudasse a transformar-se para o bem;
c.) André Luiz, ainda, no Cap. 17 "Forças Viciadas" de "Nos Domínios da Mediunidade", transcreve ensinamentos do Mentor Áulus, segundo os quais há dolorosas reencarnações, de viciados, a bordo de corpos apresentando o mongolismo, a hidrocefalia, a paralisia, a cegueira, a epilepsia secundária, o idiotismo, o aleijão de nascença e muitos outros recursos, angustiosos embora, mas necessários, que funcionam, já a partir do berço, em benefício de mentes em desequilíbrio, através dessas provações obrigatórias...
e.) O Espírito identificado como Irmão João, no Cap. Ill da 2ª Parte de "Memórias de Um Suicida", é enfático quando leciona que a reencarnacão punitiva é por vezes imposta a determinados suicidas, como tratamento médico hospitalar, numa espécie de tratamento que a urgência e a gravidade do delito impõem ao enfermo... acrescenta que embora dolorosa aos Espíritos atendentes, somente tal providência proporcionará convalescença àqueles pacientes...
De nossa parte, pobremente, comparamos figurativamente a compulsoriedade divina impondo expiações e resgates qual rede providencial que impede a queda de alguém em queda livre rumo a um abismo infinito: estancando a queda, cessa o mergulho infeliz e o freio abrupto causará mesmo "luxações aqui", "distensões ali", "eventuais pequenas fraturas acolá", mas o mergulhador estará a salvo, após períodos de atendimento hospitalar. Os sofrimentos, no citado período serão de inigualável valor para reflexões.
E como a inteligência é patrimônio intocável, logo o paciente decidirá que não deve retornar àquele mergulho...
Altamente esclarecedor é o capítulo "Vampirismo do livro "Missionários da Luz", ditado pelo Espírito ANDF LUIZ, psicografia do médium Chico Xavier - edição da FEB (Federação Espírita Brasileira, 1945). Diz, em síntese: "A cólera, o ódio, os desvarios do sexo e os vicios oferecem campo a perigosos germes psíquicos na esfera da alma. Paralelamente aos micróbios alojados no corpo físico há bacilos de natureza psíquica, quais larvas portadoras de vigoroso magnetismo animal. Essas larvas constituem alimento habitual dos espíritos desencarnados e fixados nas sensações animalizadas.
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| CRIANÇAS FUMANDO CRACK |
LUIZ SÉRGIO, já citado, em "Consciência", conjetura que o toxicômano encarnado sustenta o vício próprio e de mais ou menos dez outros viciados desencarnados! Fácil entender porque o viciado-encarnado cada vez quer mais. O fato mais grave do vampirismo é que larvas psíquicas, consignadas por ANDRÉ LUIZ, são contagiantes: havendo campo próprio, transferem-se para novos hospedeiros, onde proliferarão. A esse infeliz processo o Espiritismo denomina obsessão(*).
(*) Obsessão é a insistência de um Espírito mau ou ignorante sobre determinada pessoa,agindo seguida e constantemente, transmitindo-lhe idéias negativas, estimulando vícios,perseguindo-a, sugando-lhe as energias e roubando-lhe sensações.
COMO SE INSTALA A OBSESSÃO?
• de desencarnado para encarnado;
• de encarnado para desencarnado ;
• de desencarnado para desencarnado;
• de encarnado para encarnado.
Ainda como processo obsessivo, temos a auto-obsessão: por exemplo, as criações mentais dos hipocondríacos.
Por tudo isso, podemos afirmar que ninguém está só, no Bem ou no Mal: as leis da atração e de sintonia funcionam invariavelmente em ambas as situações, independentemente dos agentes ou pacientes estarem no plano material ou no plano espiritual. Os toxicômanos, em particular, geralmente desconhecem tais mecanismos espirituais. Informá-los a respeito é tarefa primeira e prioritária para a sua recuperação.
COMO LIBERTAR-SE DE UMA OBSESSÃO?
O obsidiado, acima de médium de energias perturbadas, é quase sempre um enfermo, acompanhado de uma legião de doentes invisíveis ao olhar humano.
No aspecto espiritual, o auxílio terá que alcançar não só o viciado como também o(s) obsessor(es), já que são todos almas extremamente ligadas nas perturbações que lhes são peculiares. Tarefa própria dos espíritas será despertar o encarnado para a realidade, mostrando-lhe que sem vontade firme para a auto-educação, para a disciplina de si mesmo, é quase certo que sua condição dolorosa se prolongará além da morte.
Se esse homem permanecer indiferente após conhecer que está cercado de inimigos que ele mesmo criou, os quais lhe espreitam os menores gestos, tomados de sinistros propósitos... se não desperta para as realidades da situação, empunhando as armas da resistência e valendo-se do auxílio exterior que lhe é prestado por amigos, infelizmente permanecerá esmagado. Somente ao término da sua cegueira se beneficiará dos atuais esclarecimentos.






