quarta-feira, 30 de março de 2011

O DIFICIL CAMINHO DAS DROGAS

AS DROGAS E SUAS IMPLICAÇÕES ESPIRITUAIS

Eu tenho em mente que muitos que precisam de ajuda nesse momento está lendo esse texto conclusivo,uma luz no fundo do tunel.
Amigo(a) eu sinto que você sabe verdade, e se precisar de ajuda ore a DEUS PAI,AO MESTRE JESUS,O SEU ANJO E MENTOR que te escuta,fale com eles de sua aflição e o quanto precisa de forças,para sair desse emaranhado,eu tenho certeza que aqui já está começando a tua transformação.
Não fique triste pensando que não tem jeito tem sim,mude de sintonia,eleve seu padrão vibratório é nesse momento que eu estou vibrando em seu favor. TEM UM LIVRO MUITO BOM DE fácil leitura O TITULO É:

"O Difícil Caminho das Drogas",

EU LI E GOSTEI MUITO POIS TEM UMA LEITURA FÁCIL,MODERNA.

a autora também escreveu outro livro muito lindo que se chama "violetas na janela" .pode baixar qualquer livro dessa autora de graça aqui nesse site que permite a visualização,boa leitura.

Rosângela - O Dificil Caminho das Drogas.doc - 4shared.com - compartilhamento de documentos - baixar - <a href="http://www.4shared.com/document/VpuNnDgt/Rosngela_-_O_Dificil_Caminho_d.html" target="_blank">Rosângela - O Dificil Caminho das Drogas.doc</a>









VAMOS ENTENDER MELHOR PARA MELHORAR?


Um dos problemas mais graves da sociedade humana, na atualidade, é o consumo indiscriminado, e cada vez mais crescente, das drogas, por parte não só dos adultos, mas também dos jovens e, lamentavelmente, até das crianças, principalmente nos centros urbanos das grandes cidades.
A situação é tão preocupante, que cientistas de várias partes do Planeta, reunidos, chegaram à seguinte conclusão: "Os viciados em drogas de hoje podem não só estar pondo em risco seu próprio corpo e sua mente, mas fazendo uma espécie de roleta genética, ao projetar sombras sobre os seus filhos e netos ainda não nascidos."
Diante de tal flagelo e de suas terríveis conseqüências, não poderia o Espiritismo, Doutrina comprometida com o crescimento integral da criatura humana na sua dimensão espírito-matéria, deixar de se associar àqueles segmentos da sociedade que trabalham pela preservação da vida e dos seus ideais superiores, em seus esforços de erradicação de tão terrível ameaça.
O efeito destruidor das drogas é tão intenso que extrapola os limites do organismo físico da criatura humana, alcançando e comprometendo, substancialmente, o equilíbrio e a própria saúde do seu corpo perispiritual. Tal situação, somada àquelas de natureza fisiológica, psíquica e espiritual, principalmente as relacionadas com as vinculações a entidades desencarnadas em desalinho, respondem, indubitavelmente, pelos sofrimentos, enfermidades e desajustes emocionais e sociais a que vemos submetidos os viciados em drogas.
Em instantes tão preocupantes da caminhada evolutiva do ser humano em nosso planeta, cabe a nós, espíritas, não só difundir as informações antidrogas que nos chegam do plano espiritual benfeitor que nos assiste, mas, acima de tudo, atender aos apelos velados que esses amigos espirituais nos enviam, com seus informes e relatos contrários ao uso indiscriminado das drogas, no sentido de envidarmos esforços mais concentrados e específicos no combate às drogas, quer no seu aspecto preventivo, quer no de assistência aos já atingidos pelo mal.

A Ação dos Espíritos Inferiores Junto ao Viciado

Esta ação pode ser percebida através das alterações no comportamento do viciado, dos danos adicionais ao seu organismo perispiritual, já tão agredido pelas drogas, e das conseqüências futuras e penosas que experimentará quando estiver na condição de espírito desencarnado, vinculado a regiões espirituais inferiores.
Sabemos que, após a desencarnação, o Espírito guarda, por certo tempo, que pode ser longo ou curto, seus condicionamentos, tendências e vícios de encarnado. O Espírito de um viciado em drogas, por exemplo, em face do estado de dependência a que ainda se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga. Somente a forma de satisfazer seu desejo é que varia, já que a condição de desencarnado não lhe permite proceder como quando na carne. Como Espírito precisará vincular-se à mente de um viciado, de início, para transmitir-lhe seus anseios de consumo da droga, posteriormente, para saciar sua necessidade, valendo-se para tal do recurso da vampirização das emanações tóxicas impregnadas no perispírito do viciado, ou da inalação dessas mesmas emanações quando a droga estiver sendo consumida.
"O Espírito de um viciado em drogas, em face do estado de dependência a que se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga."
Essa sobrecarga mental, indevida, afeta tão seriamente o cérebro, a ponto de ter suas funções alteradas, com conseqüente queda no rendimento físico, intelectual e emocional do viciado. Segundo Emmanuel, "o viciado, ao alimentar o vício dessas entidades que a ele se apegam, para usufruir das mesmas inalações inebriantes, através de um processo de simbiose em níveis vibratórios, coleta em seu prejuízo as impregnações fluídicas maléficas daquelas, tornando-se enfermiço, triste, grosseiro, infeliz, preso à vontade de entidades inferiores, sem o domínio da consciência dos seus verdadeiros desejos".


NOSSO CORPO,NOSSO TEMPLO


Em muito maior escala. O corpo humano é um maravilhoso empréstimo da Vida, para a vida. Qualquer excesso, qualquer abuso, qualquer uso indevido, repercutirá na consciência, alertando quanto aos prejuízos. Isso é válido para qualquer desregramento. Tudo o que contraria o equilíbrio somático desajusta a harmonia do trinômio: corpo/perispírito/espírito. Tais desajustes começam por provocar doenças no corpo físico e terminam por carrear inenarráveis tormentos espirituais.

Alerta-nos o Espírito André Luiz, em "Evolução em dois mundos", Ed.FEB, Cap. XX - "Invasão Microbiana" que "as depressões criadas em nós por nós mesmos... plasmam nos tecidos fisiopsicossomáticos que nos constituem o veículo de expressão, determinados campos de rutura na harmonia celular... as consequentes tumorações invasoras (mutação de células sãs), no início, obedeceram a determinada distonia, originária da mente... ".
Diz mais aquele bondoso Mentor: que nossos desequilíbrios mentais causam rupturas nos pontos de interação entre o perispírito e o corpo físico, ensejando assalto microbiano consentâneo com nossos débitos de vidas passadas...
O homem encarnado possui, excedente da sua silhueta física, enfeixando sua aura astral, um campo espiritual de defesa, "qual túnica eletromagnética, a aura humana, à maneira de campo ovóide, plasmando telas vivas, qual couraça vibratória, espécie de carapaça fluídica". São informações do Espírito André Luiz, em "Missionários da Luz", CapXVII, p.129 e 130.

Vemos na revista REFORMADOR de Outubro/97 um bem fundamentado artigo doutrinário ("Responsabilidade no fumar"), onde o autor, Geraldo Goulart, expõe valiosas informações sobre essa tela que, uma vez rompida (com "buracos", causados por vícios), o mecanismo natural de proteção do ser humano não mais impede o trânsito de energias bastardas entre os centros de força que alimentam o espírito e o perispírito. Aí, sobrevêm as provações obrigatórias...

Sabemos nós, espíritas, que tais energias bastardas formam clima astral negativo, advindo e formado pelos miasmas produzidos pelos bilhões de pensamentos — majoritariamente infelizes — que, no rastro dos vícios, em estado permanente entrecortam a psicosfera terrestre. Infrações violentas, tais como os tóxicos, rompem essa "carapaça fluídica" do homem e as consequências são a devastação da saúde física e até a morte, às vezes precedidas da loucura. Depois... os tormentos espirituais.



TOXICÔMANO: A VIDA DE UM DESENCARNADO

 


Ao desencarnar, o perispírito mantém integralmente as mesmas sensações experimentadas na jornada terrena. Encontra no mundo espiritual inúmeros espíritos, similares, em tendências, gostos, graus de evolução. Com eles conviverá, pela sintonia e atração vibratórias. O toxicômano, em particular, conviverá com desencarnados viciados. Verá que seu perispírito (matriz do seu corpo físico), está depauperado, destrambelhado, cheirando mal, repleto de náuseas e mazelas - frio, fome, dor...

DROGAS NO PERISPÍRITO
Com a palavra, Luiz Sérgio - Espírito:
• "Às vezes, os órgãos genitais se deformam e em seu lugar formam-se enormes feridas que corroem" ("Mãos Estendidas" - p. 96/1ª Ed.);
• "Às vezes, o perispírito se atrofia e regride a embrião ("Ninguém Está Sozinho" - p. 154/3ª Ed.);
• "A agulha da fatídica picada permanece irremovível, na veia do desencarnado" ("Os Miosótis Voltam a Florir" -39/3ª Ed.);
• "O Vale dos Picos: um local sombrio e terrível onde agrupam-se os toxicômanos desencarnados empedernidos (ainda sem assistência). O "Vale" é comandado por uma entidade perversa, de grande poder sobre a mente de toxicômanos, encarnados e desencarnados" ("Na Esperança De Uma Nova Vida" - p. 62/2ª Ed.);




• "A overdose provoca a desencarnação e é comparável a uma queda do décimo sexto andar de um edifício. O cordão fluídico que liga o perispírito ao corpo é estraçalhado portanto, se o corpo físico sofre violência, mais ainda o perispírito" ("Consciência" - p. 103/1ª Ed.).
O Espírito LUIZ SÉRGIO, nas obras acima transmitidas pela mediunidade psicográfica, descreve, com detalhes, inumerou outros casos de espíritos toxicômanos atormentados. A linguagem é simples e oferta conhecimentos do mundo espiritual. Para os interessados em ampliar reflexões sobre o panorama espiritual dos toxicômanos recomendamos sua leitura, e que esse abnegado Espírito aprofundou estudos a respeito, sendo sua obra a que mais se detém sobre o tema, dentro do atual panorama da literatura espírita — mediúnica ou não.
POR QUANTO TEMPO O TOXICÔMANO DESENCARNADO FICA SOFRENDO?
Durante o tempo em que permanecer empedernido no vício. Contudo, conforme já dissemos, ao menor sinal de arrependimento sincero, ao primeiro pensamento de prece a Deus, significando o desejo de se corrigir, recomeçar um novo caminho e uma nova vida de reto proceder, a ajuda divina se apresentará de imediato, na forma de espíritos dedicados às tarefas socorristas. Não apenas aos toxicômanos é dado tal auxílio: a todos aqueles que em débito com a consciência manifestarem sincero arrependimento e enérgica vontade de auto-reformar-se será dada igual ajuda divina. No ato!
Com claridade solar, em todo o Capítulo "Duração das penas futuras", do "O Livro dos Espíritos", o Espírito São Luís oferta-nos pérolas de esperança, adubando-nos a Fé. Vejamos suas consoladoras respostas:
"Pergunta: 1004 - Em que se baseia a duração dos sofrimentos do culpado?
Resposta: No tempo necessário a que se melhore. Sendo o estado de sofrimento ou de felicidade proporcionado ao grau de purificação do Espírito, a duração e a natureza de seus sofrimentos dependem do tempo que ele gaste em melhorar-se. À medida que progride e que os sentimentos se lhe depuram, seus sofrimentos diminuem e mudam de natureza.

Pergunta: 1006 - Poderão durar eternamente os sofrimentos do Espírito?
Resposta:... Deus não criou seres tendo por destino permanecerem votados perpetuamente ao mal. ... Cedo ou tarde o Espírito tem vontade de se tornar feliz.
Pergunta: 1008 - Depende sempre da vontade do Espírito a duração das penas?
Resposta: Sim, ao Espírito podem ser impostas penas por determinado tempo; mas, Deus, que só quer o bem de suas criaturas, acolhe sempre o arrependimento e infrutífero jamais fica o desejo que o Espírito manifeste de se melhorar".


O QUE LEVA UM ESPÍRITO DESENCARNADO TOXICÔMANO A O ARREPENDIMENTO?

A dor, mestra maior e último recurso natural para reconduzir o homem ao caminho do Bem. O viciado, ao desencarnar, percebendo que agora tudo está mais difícil, pois além de não poder satisfazer a ânsia da droga, ainda está doente, fraco, faminto etc., mais do que nunca, desejará as drogas.
•E ai?
• Onde buscá-las?
• Como consegui-las?

Carente, e sem nenhuma proteção, ficará a mercê de legiões de malfeitores espirituais. Será sim, admitido nessas legiões, mas como elemento escravizado, desprezível, inferior... Aprenderá, rápido, que só no plano material poderá dar vazão ao vicio. Qual vampiro, poucas vezes sozinho - quase sempre em bandos - acorrerá aos locais de frequência dos toxicômanos encarnados (às vezes até mesmo em seus lares), aderindo-se a eles, mente a mente, induzindo-os ao consumo das drogas, ou assediando criaturas invigilantes, ainda não viciadas, para que o façam. Sem nenhuma reserva moral, em troca de alguma satisfação do vício, será submetido a uma série de perversidades.

Com o tempo, poderá, pelo livre-arbítrio, tomar duas atitudes:
1ª - arrepender-se do mal praticado, do desrespeito às leis naturais, almejando melhorar de vida. O nível de sinceridade desse arrependimento determinará a ajuda celestial que virá em seu socorro;
2ª - revoltar-se ainda mais e tornar-se desejoso de vingança contra seus algozes. O desejo de vingança lhe dará forças para desencadear uma fieira de maldades.

Seu poder, ampliado, atingirá um ponto em que a Justiça Divina considera como saturação, dando um basta: compulsoriamente retornará à carne. Só que em tristes condições... Nem poderia ser diferente! A dor física e moral, num corpo deformado e sem defesas orgânicas, será constante na sua vida, como inigualável recurso educador.

COMPULSORIEDADE COMO RECURSO EDUCADOR MORAL

A compulsoriedade das infelicidades terrenas, atingindo inexoravelmente pessoas, famílias, grupos sociais, ou mesmo cidades, e até países, quase sempre põe à prova a confiança do homem no Criador, que só quer o bem dos Seus filhos. Particularmente, quando inevitáveis mazelas se apresentam no corpo físico, em multiplicados casos já a partir do nascimento do ser, fica difícil, senão impossível, a aceitação disso como sendo um benefício, não só para o atingido, como também para os demais integrantes do seu circuito existencial.
Mas é exatamente isso é o que é: uma bênção! Difícil de acreditar ou compreender, mas verdadeiro! Somente as luzes espirituais dos ensinamentos evangélicos, energizadas pelo Evangelho de Jesus e com o foco dirigido à razão, poderiam mesmo trazer-nos tão intricados acontecimentos que se repetem na humanidade.
— Reencarnação... reencarnação: quando será que os homens, todos, vão compreender que és mensageira da Justiça Divina?
— Espiritismo, Espiritismo: Ciência, Religião e Filosofia profunda, por isso mesmo de singular simplicidade, ofertando esperanças em taças cheias da "água viva" aos sedentos de justiça — aqueles que se sentem vitimados pelo "destino cruel". Sim: derramando lógica, bom senso, e mais que tudo entendimento, vêm Espíritos prepostos de Jesus dizer aos que sofrem:
a.) Emmanuel, à questão n° 336 de "O Consolador", registra que é ato de misericórdia divina a oportunidade de resgatar culpa, pelo que o culpado arrependido terá mesmo que passar por determinadas provas;
b.) André Luiz, no Cap. 19 de "Missionários da Luz", informa que após ser atendido por dez vezes, determinado paciente, colérico e invigilante, ficaria entregue a si mesmo, aguardando que a dor o instruísse e o ajudasse a transformar-se para o bem;
c.) André Luiz, ainda, no Cap. 17 "Forças Viciadas" de "Nos Domínios da Mediunidade", transcreve ensinamentos do Mentor Áulus, segundo os quais há dolorosas reencarnações, de viciados, a bordo de corpos apresentando o mongolismo, a hidrocefalia, a paralisia, a cegueira, a epilepsia secundária, o idiotismo, o aleijão de nascença e muitos outros recursos, angustiosos embora, mas necessários, que funcionam, já a partir do berço, em benefício de mentes em desequilíbrio, através dessas provações obrigatórias...
d.) Manoel P.de Miranda, no Cap. 12 de "Nos Bastidores da Obsessão", contempla nosso entendimento de como nesses terríveis sofrimentos há a Bondade Divina: esclarece que há casos em que a enfermidade e a dor são medidas que impedem danos maiores na evolução moral do devedor; e é por amor que determinados pacientes da alma ficam impossibilitados de caírem em danos mais graves, e nesse caso, a doença, o agravamento da saúde e a prisão ao leito ser-lhes-á melhora das suas aquisições... tamanha é a rebeldia de determinados pacientes que para eles o melhor remédio para sua saúde será a continuação do sofrimento em que se encontram...

e.) O Espírito identificado como Irmão João, no Cap. Ill da 2ª Parte de "Memórias de Um Suicida", é enfático quando leciona que a reencarnacão punitiva é por vezes imposta a determinados suicidas, como tratamento médico hospitalar, numa espécie de tratamento que a urgência e a gravidade do delito impõem ao enfermo... acrescenta que embora dolorosa aos Espíritos atendentes, somente tal providência proporcionará convalescença àqueles pacientes...

De nossa parte, pobremente, comparamos figurativamente a compulsoriedade divina impondo expiações e resgates qual rede providencial que impede a queda de alguém em queda livre rumo a um abismo infinito: estancando a queda, cessa o mergulho infeliz e o freio abrupto causará mesmo "luxações aqui", "distensões ali", "eventuais pequenas fraturas acolá", mas o mergulhador estará a salvo, após períodos de atendimento hospitalar. Os sofrimentos, no citado período serão de inigualável valor para reflexões.

E como a inteligência é patrimônio intocável, logo o paciente decidirá que não deve retornar àquele mergulho...

 
VAMPIRISMO: COMO O VICIADO-ESPÍRITO ACHA VICIADO-ENCARNADO ?

Altamente esclarecedor é o capítulo "Vampirismo do livro "Missionários da Luz", ditado pelo Espírito ANDF LUIZ, psicografia do médium Chico Xavier - edição da FEB (Federação Espírita Brasileira, 1945). Diz, em síntese: "A cólera, o ódio, os desvarios do sexo e os vicios oferecem campo a perigosos germes psíquicos na esfera da alma. Paralelamente aos micróbios alojados no corpo físico há bacilos de natureza psíquica, quais larvas portadoras de vigoroso magnetismo animal. Essas larvas constituem alimento habitual dos espíritos desencarnados e fixados nas sensações animalizadas.
CRIANÇAS FUMANDO CRACK
A indiferença à Lei Divina determina sintonia entre encarnado e desencarnado viciados, este agarrando-se àquele, sugando a grande energia magnética da infeliz fauna microbiana mental que hospeda, em processo semelhante às ervas daninhas nos galhos das árvores sugando-lhes substancia vital". Os vapores sutis das drogas, ao se volatizarem são facilmente detectados pelos espíritos-viciados, os quais sorvem esses vapores, deles se apropriando e incentivar o encarnado a consumir mais e mais...

LUIZ SÉRGIO, já citado, em "Consciência", conjetura que o toxicômano encarnado sustenta o vício próprio e de mais ou menos dez outros viciados desencarnados! Fácil entender porque o viciado-encarnado cada vez quer mais. O fato mais grave do vampirismo é que larvas psíquicas, consignadas por ANDRÉ LUIZ, são contagiantes: havendo campo próprio, transferem-se para novos hospedeiros, onde proliferarão. A esse infeliz processo o Espiritismo denomina
obsessão(*).

(*) Obsessão é a insistência de um Espírito mau ou ignorante sobre determinada pessoa,agindo seguida e constantemente, transmitindo-lhe idéias negativas, estimulando vícios,perseguindo-a, sugando-lhe as energias e roubando-lhe sensações.

COMO SE INSTALA A OBSESSÃO?
O Espírito obsessor, conhecendo as fraquezas morais do enfermo, vai aos poucos obtendo acesso à sua área mental, chegando em alguns casos a dominá-lo. Se a obsessão se intensificar, e não for tratada espiritualmente em tempo hábil, ocorrerá um aumento de afinidade fluídica entre obsessor e obsedado, o que poderá acarretar no agravamento da enfermidade.


Livro dos Espíritos:

780. O progresso moral acompanha sempre o progresso intelectual?
“Decorre deste, mas nem sempre o segue imediatamente.”
a) - Como pode o progresso intelectual engendrar o progresso moral?
“Fazendo compreensíveis o bem e o mal. O homem, desde então, pode escolher. O desenvolvimento do livre-arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos atos.”
b) - Como é, nesse caso, que, muitas vezes, sucede serem os povos mais instruídos os mais pervertidos também?
“O progresso completo constitui o objetivo. Os povos, porém, como os indivíduos, só passo a passo o atingem. Enquanto não se lhes haja desenvolvido o senso moral, pode mesmo acontecer que se sirvam da inteligência para a prática do mal. O moral e a inteligência são duas forças que só com o tempo chegam a equilibrar-se.” (365-751)
365 – Por que é que alguns homens, muito inteligentes, o que indica que neles estão encarnados Espíritos superiores, são ao mesmo tempo profundamente viciosos? -- É que os Espíritos encarnados ainda não são bastante puros nesses homens, e por isso cedem às influências de outros Espíritos, mais imperfeitos. O Espírito progride numa marcha ascendente insensível, mas o progresso não se efetua simultaneamente em todos os sentidos. Num período ele pode avançar em ciência; noutro, em moralidade
751. Como se explica que entre alguns povos, já adiantados sob o ponto de vista intelectual, o infanticídio seja um costume e esteja consagrado pela legislação?
“O desenvolvimento intelectual não implica a necessidade do bem. Um Espírito, superior em inteligência, pode ser mau. Isso se dá com aquele que muito tem vivido sem se melhorar: apenas sabe.”

Contudo, e infelizmente, nós, criaturas ainda arraigadas ao egoísmo e ao orgulho, preocupamo-nos, o mais das vezes, em adquirir cultura, esquecendo que os conhecimentos envernizam o espírito mas só a prática das virtudes ilumina a alma. Preocupamo-nos muito conosco mesmos e com isso, do confronto no Bem, entre o saber e o fazer, o primeiro sobressai, gerando oportunidades perdidas e defesas morais desguarnecidas.
Surgem as enfermidades do corpo e da alma... Assim, culto e imprevidente, o homem colérico, vingativo, egoísta, orgulhoso, imoral, viciado etc. atrairá espíritos afins, em aflitivo processo de obsessão, funcionando tal conjunção em todos os sentidos, isto é:
• de desencarnado para encarnado;
• de encarnado para desencarnado ;
• de desencarnado para desencarnado;
• de encarnado para encarnado.
Ainda como processo obsessivo, temos a auto-obsessão: por exemplo, as criações mentais dos hipocondríacos.

Por tudo isso, podemos afirmar que ninguém está só, no Bem ou no Mal:
as leis da atração e de sintonia funcionam invariavelmente em ambas as situações, independentemente dos agentes ou pacientes estarem no plano material ou no plano espiritual. Os toxicômanos, em particular, geralmente desconhecem tais mecanismos espirituais. Informá-los a respeito é tarefa primeira e prioritária para a sua recuperação.


COMO LIBERTAR-SE DE UMA OBSESSÃO?

O obsidiado, acima de médium de energias perturbadas, é quase sempre um enfermo, acompanhado de uma legião de doentes invisíveis ao olhar humano.
O toxicômano raramente poderá ser excluído dessa categoria. Por isto mesmo, constitui, em todas as circunstâncias, um caso especial, exigindo muita atenção, prudência e carinho. No aspecto físico, indispensável tratamento médico.
No aspecto espiritual, o auxílio terá que alcançar não só o viciado como também o(s) obsessor(es), já que são todos almas extremamente ligadas nas perturbações que lhes são peculiares. Tarefa própria dos espíritas será despertar o encarnado para a realidade, mostrando-lhe que sem vontade firme para a auto-educação, para a disciplina de si mesmo, é quase certo que sua condição dolorosa se prolongará além da morte.
Se esse homem permanecer indiferente após conhecer que está cercado de inimigos que ele mesmo criou, os quais lhe espreitam os menores gestos, tomados de sinistros propósitos... se não desperta para as realidades da situação, empunhando as armas da resistência e valendo-se do auxílio exterior que lhe é prestado por amigos, infelizmente permanecerá esmagado. Somente ao término da sua cegueira se beneficiará dos atuais esclarecimentos.








Best-Seller na Literatura Espírita

Revista Espiritismo & Ciência

A escritora e médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho vem se destacando no meio literário espírita com a publicação de histórias que têm comovido centenas de milhares de pessoas, consolidando sua fé no mundo espiritual e encaminhando-as para uma compreensão mais aprofundada do assunto.
Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho refere-se aos relatos que recebe por meio de psicografia como se fossem seus filhos. Natural de São Sebastião do Paraíso, Minas Gerais, Vera Lúcia já é um nome de destaque na literatura espírita, especialmente com Violetas na Janela, best-seller que já ultrapassou a marca dos 900 mil exemplares vendidos.
O livro é uma novela assinada por Patrícia, um dos espíritos que entram em contato com Vera Lúcia, e foi adaptado para o teatro em peça montada por Ana Rosa em 1997, que desde então vem fazendo sucesso em todo o Brasil.
Ana Rosa disse que tinha de fazer a peça, uma vez que tinha muito a ver com uma perda pessoal, sua filha Ana Luísa, que morreu atropelada aos dezenove anos. Ela, seu marido e sua filha Beatriz ganharam, no mesmo mês, exemplares do livro de presente. A “coincidência” deu ainda mais impulso à sua intenção.
O sucesso das dezenas de livros que já publicou pela Petit Editora, explica Vera, deve-se aos Amigos Espirituais, especialmente o espírito Antonio Carlos, que foi quem lhe deu muitas orientações e amparo quando ela se iniciou na psicografia. Ela diz que ele está sempre presente, em todos os lugares aonde ela vá e que têm relação com os livros, inclusive nas sessões de autógrafos. O espírito Rosângela, responsável pelo livro O Difícil Caminho das Drogas, um dos mais recentes da autora, também tem estado presente. O mesmo não ocorre com Patrícia, que não tem vindo muito à terra uma vez que está trabalhando no plano espiritual.
Tanto Patrícia quanto Rosângela são responsáveis por uma maior aproximação com os jovens e o interesse deles pelos temas apresentados nos livros. Rosângela desencarnou quando iria completar catorze anos e foi socorrida logo após a morte de seu corpo físico. Vera Lúcia acredita que os jovens podem ter se interessado muito por seus relatos porque Rosângela usa a linguagem deles, entende seu mundo e suas dificuldades melhor do que ninguém. Assim, ela trata de temas polêmicos ligados aos jovens e adolescentes – assuntos que também devem ser lidos e conhecidos pelos pais, porque é uma forma de se conhecer melhor os jovens e entender seu mundo e suas dificuldades.
A médium diz que cada espírito tem seu próprio modo de trabalhar, e ela precisa se adaptar a cada um. Antônio Carlos, por exemplo, escreve em capítulos, escrevendo cada um no rascunho e reescrevendo-o duas vezes, para então passar a limpo, embora conte à Vera a história inteira. Já Rosângela escreve o livro inteiro no rascunho e volta a fazê-lo até que fique bom.
Em O Difícil Caminho das Drogas, o espírito Rosângela apresenta uma visão triste, porém objetiva, do que ocorre com os usuários de drogas ao chegarem ao mundo espiritual, dos problemas que enfrentam à possibilidade de reabilitação mediante tratamentos especiais. Além de mostrar de forma nítida os efeitos negativos já bastante conhecidos das drogas no corpo físico, ela também se estende sobre os problemas causados no espírito, algo a que poucos têm dado atenção.

Desde quando você é espírita?
Sempre admirei a doutrina espírita por sua coerência, me dando explicações raciocinadas. Me tornei espírita praticante em 1977, e desde então tenho estudado sempre e tentado pôr em prática o que aprendo nas tarefas do dia-a-dia.
Como começaram a ocorrer as psicografias? Quando você percebeu sua mediunidade e como ela foi desenvolvida?
Quando passei a freqüentar o centro espírita, Antônio Carlos se apresentou e me convidou a fazermos juntos uma tarefa com a literatura espírita. Começamos com um treino que durou nove anos, com horário marcado. Quanto a minha mediunidade, desde pequena vejo e converso com desencarnados. Tinha medo, embora minha mãe tivesse me ajudado bastante. Após compreender, tudo se tornou normal pra mim.

No livro O Difícil Caminho das Drogas, Rosângela diz que você foi ajudada, e que sofria com a influência de espíritos inferiores. Você poderia falar um pouco sobre isso?
Quando se tem mediunidade acentuada e não sabemos lidar com ela, nossa vida se complica um pouco. No meu caso, me angustiava ver espíritos pedindo para dar recados. Como em toda vivência, vemos espíritos bons, o que é sempre agradável; mas também vemos desencarnados que estão em sofrimento ou no caminho do mal, e quando isto acontece quase sempre recebemos deles influências negativas. Foi por isso que, sofrendo, procurei a doutrina e me tornei espírita.

No livro também é citado um Departamento da Reencarnação. Como ele funciona?
Em quase todas as colônias existem departamentos que orientam quem deseja saber sobre reencarnações, seja para recordar seu passado ou para se preparar para uma nova etapa encarnado. Tudo muito organizado. São normalmente edifícios grandes, com muitos trabalhadores. São locais movimentados, por serem muito procurados para consultas. Já fui levada em espírito, quando meu corpo físico dormia, para conhecê-los. Pelo que me lembro, são lugares muito bonitos.

Quantos livros você já escreveu? Quais os espíritos que se manifestam? Cada um deles fala sobre um assunto específico ou não?
Estamos totalizando quarenta livros. Meu mentor espiritual é Antônio Carlos, que escreveu a maioria deles. Psicografei também com a minha sobrinha Patrícia, que me ditou quatro obras e deu sua carreira por encerrada, pois achou que passou aos encarnados tudo o que queria. Hoje, Patrícia estuda e trabalha em uma colônia de estudos e não tem vindo mais ao material. Também já fizemos livros com Amigos diversos e com Rosângela; cada um tem seu estilo e modo de trabalhar.

Qual a relação entre drogas e suicídio no mundo espiritual?
Todas as vezes que danificamos um corpo sadio, seja por excesso de alimentos, tabaco ou álcool, podemos adoecê-lo e abreviar anos da existência encarnada. Tóxicos fazem muito mal ao corpo físico. O usuário de drogas que desencarna por usá-las pode ser considerado, no plano espiritual, um suicida inconsciente. Tóxico é veneno, e todo veneno mata.

Como você encara o espiritismo? Como uma religião, uma ciência ou um misto dos dois?
Espiritismo é uma religião que caminha junto à ciência. Por isso é que dizemos que ela nos dá uma fé raciocinada: compreendemos o que acreditamos.

É cada vez maior o número de mensagens de espíritos e comunicações sobre a vida após a morte. Por que você acha que isso está acorrendo?
A maioria das pessoas está procurando entender a vida como una. Ao ter o corpo carnal morto, sobrevivemos porque temos uma individualidade. Onde o desencarnado estiver, pensará nos que ficaram, e muitos têm tentado alertar, contar o que encontraram no plano espiritual aos que permaneceram ainda no plano físico. E muitos encarnados têm aceitado e compreendido por se acharem maduros, preparados para isso.

Muitos encarnados estariam se aproveitando, mentindo sobre as mensagens espirituais que recebem, seja lá qual for o objetivo?
Há abuso em tudo; infelizmente, nas religiões também. Pessoas sem preparo têm agido erroneamente, transcrevendo mensagens sem estudo e treino. Muitos o fazem com o intuito de simplesmente aparecer. Vejo isso com tristeza. Não se faz um trabalho sério sem os requisitos que citei.

Fala-se cada vez mais de extraterrestres convivendo e trabalhando com espíritos para atuar no mundo físico...
Nunca vi um extraterrestre e sei pouco sobre isso.

Como você vê o espiritismo hoje? Está mais organizado, mais forte e atuante?
Atualmente, o espiritismo está mais respeitado e conhecido. Para ficar mais fortalecido, devemos fazer, sempre, um trabalho organizado, usando o bem da doutrina espírita. Temos de nos aprimorar sempre e caminhar rumo ao progresso. Esperamos que os espíritas sejam cada vez mais honestos e que façam cada um o que lhes compete com amor.



Divina Comédia: Inferno – Dante Alighieri


Autor: Dante Alighieri

Resumo do livro:
Ao fazer com que cada terceto antecipe o som que irá ecoar duas vezes no terceto seguinte, a terza rima dá uma impressão de movimento ao poema. É como se ele iniciasse um processo que não poderia mais parar. Através do desenho abaixo pode-se ter uma visão mais clara do efeito dinâmico da poesia: Os três livros que formam a Divina Comédia são divididos em 33 cantos cada, com aproximadamente 40 a 50 tercetos, que terminam com um verso isolado no final. O Inferno possui um canto a mais que serve de introdução a todo o poema. No total são 100 cantos. Os lugares descritos por cada livro (o inferno, o purgatório e o paraíso) são divididos em nove círculos cada, formando no total 27 (3 vezes 3 vezes 3) níveis. Os três livros rimam no último verso, pois terminam com a mesma palavra: stelle, que significa 'estrelas'.
Dante chamou a sua obra de Comédia. O adjetivo "Divina" foi acrescido pela primeira vez em uma edição de 1555. A Divina Comédia excerceu grande influência em poetas, músicos, pintores, cineastas e outros artistas nos últimos 700 anos. Desenhistas e pintores como Gustave Doré, Sandro Botticelli, Salvador Dali, Michelangelo e William Blake estão entre os ilustradores de sua obra. Os compositores Robert Schumann e Gioacchino Rossini traduziram partes de seu poema em música e o compositor húngaro Franz Liszt usou a Comédia como tema de um de seus poemas sinfônicos.

Inferno: Quando Dante se encontra no meio da vida, ele se vê perdido em uma floresta escura, e sua vida havia deixado de seguir o caminho certo. Ao tentar escapar da selva, ele encontra uma montanha que pode ser a sua salvação, mas é logo impedido de subir por três feras: um leopardo, um leão e uma loba. Prestes a desistir e voltar para a selva, Dante é surpreendido pelo espírito de Virgílio - poeta da antigüidade que ele admira - disposto a guiá-lo por um caminho alternativo. Virgílio foi chamado por Beatriz, paixão da infância de Dante, que o viu em apuros e decidiu ajudá-lo. Ela desceu do céu e foi buscar Virgílio no Limbo. O caminho proposto por Virgílio consiste em fazer uma viagem pelo centro da terra. Iniciando nos portais do inferno, atravessariam o mundo subterrâneo até chegar aos pés do monte do purgatório. Dali, Virgílio guiaria Dante até as portas do céu. Dante então decide seguir Virgílio que o guia e protege por toda a longa jornada através dos nove círculos do inferno, mostrando-lhe onde são expurgados os diferentes pecados, o sofrimento dos condenados, os rios infernais, suas cidades, monstros e demônios, até chegar ao centro da terra, onde vive Lúcifer. Passando por Lúcifer, conseguem escapar do inferno por um caminho subterrâneo que leva ao outro lado da terra, e assim voltar a ver o céu e as estrelas.


Purgatório: Saindo do inferno, Dante e Virgílio se vêem diante de uma altíssima montanha: o Purgatório. A montanha é tão alta que ultrapassa a esfera do ar e penetra na esfera do fogo chegando a alcançar o céu. Na base da montanha encontram o ante-purgatório, onde aqueles que se arrependeram tardiamente dos seus pecados aguardam a oportunidade para entrar no purgatório propriamente dito. Depois de passar pelos dois níveis do ante-purgatório, os poetas atravessam um portal e iniciam sua nova odisséia, desta vez subindo cada vez mais. Passam por sete terraços, cada um mais alto que o outro, onde são expurgados cada um dos sete pecados capitais. No último círculo do purgatório, Dante se despede de Virgílio e segue acompanhado por um anjo que o leva através de um fogo que separa o purgatório do paraíso terrestre. Finalmente, às margens do rio Letes, Dante encontra Beatriz e se purifica, banhando-se nas águas do rio para que possa prosseguir viagem e subir às estrelas.

Paraíso:
O Paraíso de Dante é dividido em duas partes: uma material e uma espiritual (onde não há matéria). A parte material segue o modelo cosmológico de Ptolomeu e consiste de nove círculos formados pelos sete planetas (Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno), o céu das estrelas fixas e o Primum Mobile - o céu cristalino e último círculo da matéria. Ainda no paraíso terrestre, Beatriz olha fixamente para o sol e Dante a acompanha até que ambos começam a elevar-se, "transumanando". Guiado por Beatriz, Dante passa pelos vários céus do paraíso e encontra personagens como São Tomás de Aquino e o imperador Justiniano. Chegando ao céu de estrelas fixas, ele é interrogado pelos santos sobre suas posições filosóficas e religiosas. Depois do interrogatório, recebe permissão para prosseguir. No céu cristalino Dante adquire uma nova capacidade visual, e passa a ter visão para compreender o mundo espiritual, onde ele encontra nove círculos angélicos, concêntricos, que giram em volta de Deus. Lá, ao receber a visão da Rosa Mística, se separa de Beatriz e tem a oportunidade de sentir o amor divino que emana diretamente de Deus, "o amor que move o Sol e as outras estrelas".


terça-feira, 29 de março de 2011

Os Dogons e a Estrela Sirius




O mistério de Sirius entre os Dogons: astronomia, tradição e hipótese extraterrestre

Em 1933, o antropólogo francês Marcel Griaule conheceu os Dogons durante uma expedição ao Mali. O povo, conhecido por suas tradições religiosas, arte e arquitetura, também preservava uma cosmologia oral associada a conhecimentos astronômicos surpreendentes.

O chamado mistério de Sirius nasceu da alegação de que os Dogons já conheciam detalhes sobre Sirius A, Sirius B e até uma suposta terceira estrela antes que esses corpos fossem identificados pela astronomia ocidental. A história alimentou teorias sobre visitantes extraterrestres, mas também provocou críticas de astrônomos e antropólogos.

O que está comprovado? A tradição dogon e os relatos registrados por antropólogos fazem parte da história do debate. Já a origem extraterrestre desse conhecimento e a existência de Sirius C continuam sem confirmação científica.


Por que Sirius virou um mistério?

Sirius é a estrela mais brilhante da constelação do Cão Maior e uma das mais luminosas do céu noturno visto da Terra. Sua proximidade relativa, a cerca de 8,6 anos-luz do Sistema Solar, ajuda a explicar esse brilho aparente.

O sistema é formado por Sirius A, a estrela visível a olho nu, e Sirius B, uma companheira menor classificada como anã branca. Sirius A já era conhecida por antigos observadores, incluindo os astrônomos egípcios. Sirius B, porém, só foi identificada pela astronomia ocidental na era moderna; sua existência foi prevista teoricamente por F. W. Bessel em 1844, em Königsberg, na Alemanha.

O conhecimento atribuído aos Dogons

Relatos divulgados a partir das entrevistas realizadas por antropólogos franceses na década de 1930 afirmam que os Dogons conheciam aspectos do sistema de Sirius que pareciam incompatíveis com uma tradição oral sem telescópios. Entre as informações mais citadas estão:

    Elemento

    Como aparece no relato

    Situação no debate

    Sirius B

    Uma estrela menor, associada à ideia de uma anã branca.

    É um dos pontos centrais do mistério, mas a origem desse conhecimento é discutida.

    Órbita de Sirius B

    Os Dogons teriam descrito uma órbita elíptica de aproximadamente 50 anos ao redor de Sirius A.

    A astronomia moderna calcula um período orbital de cerca de 50,4 anos.

    Sirius C

    Uma terceira estrela chamada Emme Ya, ou “Mulher Sorgo”.

    A existência de Sirius C não foi confirmada pela astronomia moderna.

  • Po Tolo: na tradição dogon, esse nome significa “estrela semente” e é associado a Sirius B. A expressão remete ao fonio, uma pequena semente local ligada simbolicamente ao início da criação.

  • Órbitas e criação: os relatos descrevem Sirius A e Sirius B como corpos que compartilham uma órbita elíptica, com Sirius A em um dos focos. Também atribuem aos Dogons conhecimentos sobre a Terra esférica, sua órbita ao redor do Sol e a Lua como um corpo sem vida.

  • Outros corpos celestes: a narrativa também menciona as luas de Júpiter, os anéis de Saturno e a posição da Terra na Via Láctea. Essas informações, no entanto, não são suficientes para provar uma origem extraterrestre.

O ponto mais controverso é a referência a Emme Ya, descrita como uma pequena estrela com um planeta ou como um grande planeta com um satélite. Essa descrição foi associada a Sirius C, mas não há confirmação científica da existência dessa terceira estrela.

Nommos: crença, mito e hipótese extraterrestre

Na tradição atribuída aos Dogons, os Nommos são seres anfíbios vindos do sistema de Sirius. Segundo a narrativa, eles teriam visitado a Terra há cinco ou seis mil anos e ensinado conhecimentos importantes aos antepassados do povo.

Os Nommos são descritos como “senhores da água”. A arte tradicional dogon os representa como figuras híbridas, parte humanas e parte peixes ou répteis. O relato também fala de uma nave que teria girado durante a descida, produzido um forte ruído e pousado sobre a água. Defensores da hipótese dos antigos astronautas interpretam essas imagens como possíveis descrições de cápsulas espaciais ou foguetes, mas essa leitura não foi comprovada.

O mito foi relacionado a outras tradições antigas, como as histórias babilônicas sobre Oannes e o mito sumério de Enki. Para os defensores do paleocontato, essas semelhanças seriam indícios de visitas cósmicas. Para a antropologia, porém, comparações entre mitos não bastam para estabelecer que extraterrestres tenham estado na Terra.


O contraponto científico: ceticismo e contaminação cultural

A explicação mais discutida fora da hipótese extraterrestre é a contaminação cultural, também chamada de transferência cultural moderna. Essa possibilidade considera que informações sobre astronomia tenham chegado ao Mali por meio de expedições, missionários, viajantes, militares ou comerciantes e, depois, tenham sido incorporadas às tradições locais.

  • Expedições astronômicas: o conteúdo original cita uma expedição francesa liderada por Henri Deslandres, em 16 de abril de 1893, para observar um eclipse solar total na região. O contato com pesquisadores poderia ter levado conversas sobre estrelas e sobre Sirius B aos habitantes locais.

  • Missionários e viajantes: entre as décadas de 1920 e 1930, missionários jesuítas, militares franceses e comerciantes circularam pelo Mali. Nesse período, a descoberta da companheira invisível e extremamente densa de Sirius era uma novidade na divulgação científica.

  • Sincretismo cultural: novas informações podem ser incorporadas a mitos e tradições já existentes, transformando-se ao longo do tempo em parte de uma narrativa religiosa ou cosmológica.

A crítica de Carl Sagan

O astrônomo Carl Sagan foi um dos principais críticos da interpretação extraterrestre do mistério dos Dogons. Em O Cérebro de Broca, publicado em 1979, ele chamou atenção para o caráter seletivo do conhecimento atribuído à tribo.

Sagan observou que os relatos mencionavam Sirius B, as quatro maiores luas de Galileu em Júpiter e os anéis de Saturno, mas não apresentavam informações semelhantes sobre Urano, Netuno, outros planetas ou outras luas do Sistema Solar. Para ele, esse recorte parecia coincidir com aquilo que a astronomia europeia já havia descoberto com telescópios convencionais, e não com um conhecimento completo transmitido por visitantes de outro mundo.

O que apontaram os estudos antropológicos posteriores?

Parte importante do relato sobre Sirius veio das entrevistas dos antropólogos franceses Marcel Griaule e Germaine Dieterlen com Ogotemmêli, um ancião cego entrevistado em 1946. A forma como essas conversas foram conduzidas passou a ser questionada por estudos posteriores.

Em 1991, o antropólogo holandês Walter van Beek realizou uma pesquisa de campo com os Dogons e publicou conclusões que contrariavam diretamente o trabalho de Griaule. Segundo Van Beek, a maioria dos Dogons não conhecia Sirius como uma estrela dupla, e o sistema de Sirius não ocupava um papel central nos rituais ou na cultura cotidiana da comunidade.

Essas conclusões levantaram a possibilidade de que Griaule tenha induzido respostas ou interpretado metáforas tradicionais de maneira excessivamente literal. Elas também reforçaram a importância de distinguir entre o que os Dogons efetivamente acreditam, o que foi registrado por pesquisadores e as interpretações feitas posteriormente por defensores da hipótese extraterrestre.

Em resumo: o mistério de Sirius é um caso relevante para compreender como tradições orais, contatos culturais e interpretações antropológicas podem se combinar. Ele não constitui prova de visitas alienígenas, e Sirius C continua sem confirmação.


Conclusão

O caso dos Dogons reúne astronomia, mitologia e história da antropologia. Sirius A e Sirius B são objetos reais, a tradição sobre Po Tolo faz parte do universo cultural dogon e os Nommos pertencem ao campo das crenças e narrativas religiosas. Já a ideia de que esse conhecimento veio de extraterrestres permanece uma hipótese sem comprovação.

As críticas de Carl Sagan, a hipótese de contaminação cultural e a pesquisa de Walter van Beek mostram por que o tema deve ser tratado com cautela. Mais do que uma evidência de visitantes cósmicos, o mistério de Sirius revela como informações podem viajar, ser reinterpretadas e ganhar novos significados dentro de uma tradição oral.

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