quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O Evangelho Segundo Maria Madalena

O Evangelho Segundo Maria Madalena é um dos inúmeros livros que integram a literatura judaico-cristã não reconhecida pelas Igrejas cristãs — Católica Romana [Ocidental], Cristã Ortodoxa [Oriental], Protestantes, Evangélicas. O conjunto dos livros que compõem esta literatura é geralmente conhecido como Evangelhos Apócrifos, embora inclua Epístolas dos Apóstolos, Apocalipses e textos que tratam de temas pré-cristãos, os Testamentos. Existem, por exemplo, Gênesis e Livro de Adão apócrifos.
Significado de Apócrifo: o termo apócrifo tem significado amplo embora, em princípio, sua origem seja o substantivo grego apókpryphon ou, segredo, secreto. Em seu artigo A Outra Bíblia, Frei Jacir de Freitas Faria, Mestre em exegese [interpretação do texto] bíblica, reúne as muitas definições agregadas ao termo ao longo da história:
- algo precioso e, por isso, mantido em segredo;
- texto não usado oficialmente na liturgia das primeiras comunidades cristãs;
- texto conservado escondido por ter conteúdo não aceito;
- texto de origem desconhecida;
- texto falso ou falsificado no conteúdo ou título.
- livros de uso restrito por leitores de uma determinada corrente de pensamento;
- textos não inspirados e, por isso, não canônicos;
- livros parecidos com os considerados canônicos, mas de estilos literários diversos;
- textos que complementam o conteúdo, o sentido dos escritos canônicos, isto é, os escritos considerados inspirados e que, por isso, fazem parte da Bíblia. Esses textos podem, até mesmo, oferecer dados esquecidos ou pontos de vistas diferenciados dos que permaneceram como oficiais.
A Igreja Católica simplifica a questão classificando todos os livros não incluídos na Bíblia canônica [aceita pelo Vaticano] como falsos ou, no mínimo, de conteúdo duvidoso. Sobre os Apócrifos, escre Freitas Faria, em outro artigo, Segredos de História e Fé:
Apócrifo deriva do grego apókpryphos. A definição mais conhecida para apócrifo é texto falso no conteúdo ou no título e que, por isso, não entrou na lista dos livros inspirados, na Bíblia. Os apócrifos seriam meras fantasias de piedosos cristãos. Na verdade, entre os primeiros cristãos circulavam muitos textos sobre a vida de Jesus e seus seguidores.

Fala-se em uma lista de 60 apócrifos do Novo Testamento (Segundo Testamento) e outros 52 do Antigo Testamento (Primeiro Testamento). Muitos deles foram parar na fogueira. O decreto Gelasiano (referente ao Papa Gelásio – falecido em 496) proibia a utilização desses livros pelos cristãos. ...

Não por menos, na coletânea dos livros apócrifos do Segundo Testamento encontramos, por exemplo: Evangelhos (de Maria Madalena, de Tomé, de Filipe, Árabe da Infância de Jesus, do Pseudo-Tomé, de Tiago, do Nascimento de Maria); Atos (de Pedro, de Tecla e Paulo, dos doze apóstolos, de Pilatos); Epístolas (de Pilatos a Herodes, de Pilatos a Tibério, dos apóstolos, de Pedro a Filipe, Paulo aos Laodicenses, Terceira epístola aos Coríntios); Apocalipses (de Tiago; de João, de Estevão, de Pedro); Outros (A filha de Pedro, Descida de Cristo aos Infernos, Declaração de José de Arimatéia). Os originais desses textos estão em grego, latim, siríaco, copto, etíope, etc. Muitos deles são apenas fragmentos. Os evangelhos de Maria Madalena e Tomé, em copto, foram descobertos no alto Egito, em Nag Hamadi, em 1945.

Histórico:
O Evangelho de Maria Madalena pertence, mais precisamente, ao Codex Akhmin, também chamado Papyrus Berolinensis 8502. Foi descoberto na cidade de Akhmin, Egito, em 1896, e adquirido, no Cairo, pelo pesquisador alemão Carl Reinhardt. Originalmente, ao que parece, tinha 19 páginas, em papiro, escrito em dialeto copta egípcio, datado, imprecisamente, entre os séculos III e V. O texto estava incompleto; faltam as páginas de 1 a 6 e de 11 a 14 [HOLLY BOOKS].

Foi publicado, pela primeira vez, em 1955. Mais tarde, entre 1897 e 1906, dois outros fragmentos deste evangelho foram encontrados, pelos ingleses: o egiptólogo Bernard Pyne Grenfell [1869-1926] e o papirólogo Arthur Surridge Hunt [1871-1934]. Escritos em grego, são denominados: o Papyrus Oxyhynchus L 3525 [fig. acima] e o Papyrus Rylands 463. A versão destes novos fragmentos, que complementam e confirmam o texto do Codex Akhmin, foi publicada em 1983.
As Três Marias do Evangelho
O texto que hoje é conhecido como Evangelho de Maria Madalena, tal como outros textos muito antigos, datados entre os séculos I a V da Era Cristã, foi escrito em papiro e muitas de suas partes se perderam; das 19 páginas, ao menos 8 se perderam. A autoria, de acordo com o que foi constatado nos originais, é atribuída, simplesmente, a Maria, sem uma identificação mais precisa da autora, o que suscita especulações: o Evangelho poderia ter sido escrito por Maria, mãe de Jesus ou, até mesmo por Maria de Betânia, irmã de Lázaro [aquele que ressuscitou e Marta.
Todavia, a exegese dos textos bíblicos leva a crer que Maria Madalena é a personagem que melhor se encaixa no perfil de uma mulher que, na época, poderia ter assumido um papel importante no processo de evangelização dos primeiros tempos do cristianismo, logo depois da morte de Jesus. Pequenos indícios em detalhes mínimos dos evangelhos sinóticos [da Bíblia] permitem supor que Maria Madalena, aquela de quem Jesus expulsou sete espíritos malignos, possuía uma situação privilegiada para as mulheres de seu tempo. Acredita-se que tinha posses, era independente e culta, ou seja, letrada além de ser bela e bem falante.
Maria Madalena
Na Introdução à Vida de Santa Maria Madalena, texto integrante da obra Vida de Santa Maria Madalena, de autor anônimo do Século XIV, produzido pelo Programa de Estudos Medievais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, as autoras [tradutoras/comentadoras] assinalam as passagens bíblicas que revelam um pouco de quem foi Maria Madalena no contexto social da época de Cristo. Entretanto, a dimensão de Maria Madalena, sua importância, seu papel como discípula de Jesus, são melhor determinados nos outros evangelhos apócrifos, que foram acolhidos pelos Gnósticos:
Maria de Magdala, ou Maria Madalena, é a figura feminina mais citada no Novo Testamento - ainda mais que a Virgem. Além disso, é personagem importante na cena da ressurreição de Cristo.

No Evangelho segundo Mateus ela é mencionada diretamente duas vezes. Em Mt. 27,56, na cena da crucificação, é a primeira a ser nomeada entre as mulheres que acompanhavam Jesus desde a Galiléia, e em Mt. 28,1, no relato da ressurreição, ocasião em que Jesus aparece às mulheres e ordena que dêem a notícia aos apóstolos e que estes sigam até a Galiléia, é novamente lembrada em primeiro lugar: “Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro”.

Marcos se refere a ela quatro vezes. Na cena da crucificação, em Mc. 15,40-41, ela é mais uma vez identificada como parte do grupo de mulheres que seguiam a Jesus desde a Galiléia e é citada, também, em primeiro lugar: “Estavam também ali algumas mulheres, observando de longe; entre elas Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé”. Um pouco mais à frente, em Mc. 15,47, ela é apontada como testemunha do sepultamento:

“Ora, Maria Madalena, e Maria, mãe de José, observaram onde ele foi posto.” O relato da ressurreição segundo o Evangelho de Marcos é o que dá mais importância a Madalena. Ela é destacada duas vezes: em Mc. 16,1, ela aparece indo comprar aromas com outras mulheres para embalsamar Jesus; e em Mc. 16,9 afirma-se: “Havendo ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual expelira sete demônios.”
O Evangelho segundo Lucas faz alusões diretas e indiretas a Maria Madalena. Em Lc. 8,2-3 ela é mencionada como uma das mulheres que seguiam a Jesus; dela “saíram sete demônios”; e, junto a outras mulheres, prestava assistência a Cristo com os seus bens. Em Lc. 23, nos relatos da morte e sepultamento de Jesus, ela figura como uma das discípulas que o acompanhavam desde a Galiléia, primeiro assistindo a crucificação e, depois, preparando aromas e bálsamos para ungir o corpo do mestre.

A partir desses dados bíblicos, podemos construir alguns aspectos de sua biografia: Maria Madalena era uma mulher de posses que vivia na cidade de Magdala; após uma experiência religiosa, tornou-se discípula de Jesus, acompanhando- o em suas viagens, junto a outros discípulos, homens e mulheres, e inclusive financiando-o.

Pela forma como é nomeada, é possível inferir que possuía uma situação familiar incomum em seu tempo. Diferentemente de outras mulheres das Escrituras, ela é identificada por seu lugar de origem ao invés da referência a um homem, forma de designação mais usada para as mulheres neste momento. Sendo Maria relacionada somente à sua cidade, Magdala, aliás, de onde deriva o nome Madalena, é provável que ela fosse uma mulher solteira e independente.

O gnosticismo foi uma doutrina que inspirou a formação de um conjunto de seitas cristãs - condenadas pela Igreja como heterodoxas - sobretudo nos três primeiros séculos de nossa era. ...

Os gnósticos fixaram suas tradições sobre Cristo e os apóstolos em vários evangelhos apócrifos redigidos, em sua maioria, entre os séculos II e IV. Madalena figura nesses textos com freqüência, pois era vista como a encarnação da sabedoria celeste e como companheira de Jesus. Em todos estes escritos, ela é tida como o modelo de gnóstico perfeito, na medida em que se eleva ao ápice da visão e do amor espiritual.
IN Pem - Programa de Estudos Medievais | Universidade Federal do Rio de Janeiro — Instituto de Filosofia e Ciências Sociais
Vida de Santa Maria Madalena - Texto Anônimo do Século XIV. [Intodução, trad. e notas: LOPES FRAZÃO DA SILVA, Andréia Cristina, FORTES, Carolina Coelho et. al.]
— Rio de janeiro: Ed. Márcia Cristina Martins | Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2002.
No Evangelho de Felipe, Madalena é apresentada como companheira de Cristo; no Evangelho de Tomé, é a consorte do Senhor e sua interlocutora mais importante e na Pistis Sophia, tratado gnóstico do século III, a maior parte das perguntas é feita por Maria Madalena.
O texto do Evangelho de Maria Madalena, apesar de extremamente fragmentado, guarda semelhança com outros apócrifos no sentido de abordar temas complexos da espiritualidade que são evitados nos quatro evangelhos canônicos. O capítulo VIII fala, ainda que de forma alegórica, da essência da alma, que ali é chamada devoradora de homens, conquistadora do espaço.
O EVANGELHO SEGUNDO MARIA MADALENA trechos
Capítulo IV O Salvador disse: "Todas as espécies, todas as formações, todas as criaturas estão unidas, elas dependem umas das outras, e se separarão novamente em sua própria origem. Pois a essência da matéria somente se separará de novo em sua própria essência. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça".

Pedro lhe disse: "Já que nos explicaste tudo, dize-nos isso também: o que é o pecado do mundo?" Jesus disse: "Não há pecado; sois vós que os criais, quando fazeis coisas da mesma espécie que o adultério, que é chamado 'pecado'. Por isso Deus Pai veio para o meio de vós, para a essência de cada espécie, para conduzi-la a sua origem."

Em seguida disse: "Por isso adoeceis e morreis [...]. Aquele que compreende minhas palavras, que as coloque-as em prática. A matéria produziu uma paixão sem igual, que se originou de algo contrário à Natureza Divina. A partir daí, todo o corpo se desequilibra. Essa é a razão por que vos digo: tende coragem, e se estiverdes desanimados, procurais força das diferentes manifestações da natureza. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça."
Quando o Filho de Deus assim falou, saudou a todos dizendo: "A Paz esteja convosco. Recebei minha paz. Tomai cuidado para ninguém vos afaste do caminho, dizendo: 'Por aqui' ou 'Por lá', Pois o Filho do Homem está dentro de vós. Segui-o. Quem o procurar, o encontrará. Prossegui agora, então, pregai o Evangelho do Reino. Não estabeleçais outras regras, além das que vos mostrei, e não instituais como legislador, senão sereis cerceados por elas". Após dizer tudo isto partiu.
Capítulo V Mas eles estavam profundamente tristes. E falavam: "Como vamos pregar aos gentios o Evangelho ao Reino do Filho do Homem? Se eles não o procuraram, vão poupar a nós?" Maria Madalena se levantou, cumprimentou a todos e disse a seus irmãos: "Não vos lamentais nem sofrais, nem hesiteis, pois sua graça estará inteiramente convosco e vos protegerá. Antes, louvemos sua grandeza, pois Ele nos preparou e nos fez homens".

Após Maria ter dito isso, eles entregaram seus corações a Deus e começaram a conversar sobre as palavras do Salvador. Pedro disse a Maria: "Irmã, sabemos que o Salvador te amava mais do que qualquer outra mulher. Conta-nos as palavras do Salvador, as de que te lembras, aquelas que só tu sabes e nós nem ouvimos."

Maria Madalena respondeu dizendo: "Esclarecerei a vós o que está oculto". E ela começou a falar essas palavras: "Eu", disse ela, "eu tive uma visão do Senhor e contei a Ele: 'Mestre, apareceste-me hoje numa visão'. Ele respondeu e me disse: 'Bem aventurada sejas, por não teres fraquejado ao me ver. Pois, onde está a mente há um tesouro'. Eu lhe disse: 'Mestre, aquele que tem uma visão vê com a alma ou como espírito?' Jesus respondeu e disse: "Não vê nem com a alma nem com o espírito, mas com a consciência, que está entre ambos - assim é que tem a visão [...]".


Capítulo VIII E o desejo disse à alma: 'Não te vi descer, mas agora te vejo subir. Por que falas mentira, já que pertences a mim?' A alma respondeu e disse:'Eu te vi. Não me viste, nem me reconheceste. Usaste-me como acessório e não me reconheceste.' Depois de dizer isso, a alma foi embora, exultante de alegria. "De novo alcançou a terceira potência, chamada ignorância. A potência, inquiriu a alma dizendo: 'Onde vais? Estás aprisionada à maldade. Estás aprisionada, não julgues!'

E a alma disse: 'Por que me julgaste apesar de eu não haver julgado? Eu estava aprisionada; no entanto, não aprisionei. Não fui reconhecida que o Todo se está desfazendo, tanto as coisas terrenas quanto as celestiais.' "Quando a alma venceu a terceira potência, subiu e viu a quarta potência, que assumiu sete formas. A primeira forma, trevas; a segunda, desejo; a terceira, ignorância; a quarta, é a comoção da morte; a quinta, é o reino da carne; a sexta, é a vã sabedoria da carne; a sétima, a sabedoria irada. Essas são as sete potências da ira.

Elas perguntaram à alma: 'De onde vens, devoradora de homens, ou onde vais, conquistadora do espaço?' A alma respondeu dizendo: 'O que me subjugava foi eliminado e o que me fazia voltar foi derrotado... e meu desejo foi consumido e a ignorância morreu. Num mundo fui libertada de outro mundo; num tipo fui libertada de um tipo celestial e também dos grilhões do esquecimento, que são transitórios. Daqui em diante, alcançarei em silêncio o final do tempo propício, do reino eterno'."

Capítulo IX Depois de ter dito isso, Maria Madalena se calou, pois até aqui o Salvador lhe tinha falado. Mas André respondeu e disse aos irmãos:"Dizei o que tendes para dizer sobre o que ela falou. Eu, de minha parte, não acredito que o Salvador tenha dito isso. Pois esses ensinamentos carregam idéias estranhas". Pedro respondeu e falou sobre as mesmas coisas.

Ele os inquiriu sobre o Salvador:"Será que ele realmente conversou em particular com uma mulher e não abertamente conosco? Devemos mudar de opinião e ouvirmos ela? Ele a preferiu a nós?" Então Maria Madalena se lamentou e disse a Pedro: "Pedro, meu irmão, o que estás pensando? Achas que inventei tudo isso no mau coração ou que estou mentindo sobre o Salvador?"

Levi respondeu a Pedro: "Pedro, sempre fostes exaltado. Agora te vejo competindo com uma mulher como adversário. Mas, se o Salvador a fez merecedora, quem és tu para rejeitá-la? Certamente o Salvador a conhece bem. Daí a ter amado mais do que a nós. É antes, o caso de nos envergonharmos e assumirmos o homem perfeito e nos separaremos, como Ele nos mandou, e pregarmos o Evangelho, não criando nenhuma regra ou lei, além das que o Salvador nos legou." Depois que Levi disse essas palavras, eles começaram a sair para anunciar e pregar.
 Considerado pela Igreja Católica como um documento apócrifo, apesar de atribuído a um autor sagrado, o Evangelho segundo Maria Madalena completo desperta cada vez mais a atenção de estudiosos do assunto.
Documento de origem legítima, ele ajudou a esclarecer o pensamento gnóstico da era apostólica. De origem grega, foi traduzido para o copta saídico. Este evangelho ficou conhecido principalmente pela sua tradução francesa de 2002, sendo a França o local em que Madalena teria seus mais fortes laços.

Sua origem

Manuscrito do Evangelho de Maria MadalenaSupostamente desaparecidos, foram encontrados em uma jarra de barro no deserto de Nag Hammadi, no Egito, em 1945. São dois fragmentos de papiros antigos que falam sobre Maria , provavelmente Madalena e sua relação com Jesus. São preservados até hoje na seção de egiptologia do Museu Nacional de Berlim.

O texto

Maria Madalena e JesusO texto caracteriza-se principalmente no período em que Jesus permaneceu ressuscitado entre os seus discípulos, respondendo a todas as suas dúvidas. Ele pede a Madalena para que seus seguidores preguem os ensinamentos e depois vai embora. Maria Madalena sentindo fraqueza no ânimo dos seguidores para o cumprimento das ordens de Jesus encoraja-os. Pedro, irritado, duvida que Jesus tenha conversado com ela sobre isso, principalmente por ser uma mulher. Levi chama sua atenção e pede para unir o masculino com o feminino dentro de cada um e saiam para anunciar o Evangelho, essa passagem é o final do Evangelho que pode ser conferido em Evangelho Segundo Maria Madalena.

A mulher líder

Maria MadalenaAlguns autores argumentam que a oposição dos apóstolos com relação à Maria determinou os confrontos na Igreja do século II, deixando evidenciada que era contra as manifestações esotéricas e da liderança de Maria.
Nos textos, com muitas referências gnósticas, ela demonstra como buscar a harmonia interior, que o espírito conheça a sua verdadeira natureza e que encontre o lugar de sua ascensão.

A Tartaruga e o Coelho



 
Uma história contada pela Monja Coen
A versão japonesa da fábula da tartaruga e do coelho é um tanto quanto diferente daquele da minha infância brasileira. Eu a ouvi há poucos dias do Reverendo Miura, que veio do Japão nos visitar.
Conta-se que a tartaruga e o coelho foram apostar uma corrida. O coelho saiu na frente e quando estava no topo de um morro olhou para trás e viu a tartaruga lá longe, tão longe que ele resolveu deitar e dormir.
Passo a passo a tartaruga passou pelo coelho adormecido e chegou em primeiro lugar.
No Japão essa fábula é ensinada para enfatizar a importância da persistência, paciência, continuidade.
No entanto, quando essa história foi contada na Índia houve quem dissesse:
“A tartaruga foi má. Sabe por que? Porque ela não acordou o coelho.” 
São maneiras diferentes de se interpretar a mesma história. Talvez a tartaruga devesse ter parado e verificado se o coelho estava bem antes de continuar caminhando lenta e continuamente.
A história do Brasil era diferente. A tartaruga enganava o coelho e chegava primeiro.
Talvez por isso temos tantas pessoas envolvidas na corrupção. Não paramos para ajudar como na Índia, país pobre e sofredor. Nem vamos passo a passo até nossos objetivos, como no Japão, país próspero.
Como seria a versão de Buda?
Saíram juntos o coelho e a tartaruga.
Não se preocupariam em ganhar, mas em criar harmonia com sua passagem. Ofereceriam o prêmio um ao outro, pois não haveria perdedor. Um ganharia pela velocidade. Outro pela persistência.
A tartaruga veria o coelho sair rapidamente. Da poeira levantada onde nem suas patinhas poderiam ser encontradas, a tartaruga apreciando, cada passo, flor, estrada se apiedaria do amigo que na grande correria se esquecia de ver cada detalhe sagrado.
O coelho por sua vez, pernas fortes e longas, se preocupava com a amiga tartaruga, de casco pesado e pernas curtas. Estaria sendo absurda essa competição?
Olhava para trás e a via caminhando, lenta e decididamente. Parava o coelho e a esperava. Perguntava como estava. Juntos descansavam na sombra das árvores. E o melhor é que não havia gol a obter, não havia corrida a ganhar. Tudo que havia era o prazer de viver. Cada um com seu passo, seu estilo, sem competir, caminhando o Caminho, sendo o Caminho iluminado.
E nessa caminhada iam encontrando pessoas e animais, árvores e minerais, água, terra, ar, fogo, tudo que existe e sempre se prontificando a ajudar e a procurar a maneira correta de fazer com que todos percebessem a beleza de caminhar o caminho sem começo e sem fim.
No budismo ambos seriam bodisatvas, seres iluminados disfarçados a mostrar o Caminho verdadeiro a todos os seres.
Essa versão me apetece e se parece sonho, fantasia, ilusão, utopia – é dessa matéria prima sagrada que a vida é celebrada.
Somos um com o mundo. O mundo é uno em nós.
Quando inspiramos o mundo inspira. Além da dualidade o que resta é a unidade.
A diversidade não é rival da unidade. Pelo contrário: no uno tudo está incluído. Cada parte, como um corpo de coração e pulmões, rins e fígado.
Outro monge, Reverendo Saikawa, bebeu de um copo de água. Era a água e eu. Agora a água sou eu. Eu sou a água .
Interconectados. Intersendo.
Olhar capaz de ver com clareza luminosa como espelho de cristal.
Audição de ouvir com clareza sonora como Espelho de cristal.
Assim com todos os sentidos. Tudo vendo, tudo ouvindo, todos os odores sentindo, todos os sabores, na pele o frio, o calor, as texturas.
Mas a mente precisa estar luminosa e aberta, pois se estiver cheia de si mesma não é capaz de se tornar flexível e sensível.
Tartaruga e coelho não se opõem. São. Intersendo.
Cada um é como é. Tem sua função e ação. Se tartaruga quiser ser coelho terá problemas, dores, sofrimentos. Não aceitará a si mesma. Estará o tempo todo reclamando, se rejeitando, julgando, se rebaixando. Triste sina.
Se o coelho pensasse ser tartaruga, com uma casa nas costas a se proteger dos caçadores, seria triste seu fim.
Cada um é cada um. Tem valor e tem lugar. Nada é fixo. Não há melhor nem pior. Há o que é correto em sua função e posição.
Ser humano, estrela, cão.
Somos todos apenas você.
E você sou eu.
Tartaruga e coelho. Além da competição.

FRATERNIDADE ROSACRUZ

Breve História da Fraternidade Rosacruz 
Portal principal da Rosicrucian Fellowship fundada por Max Heindel



Fundamentos da Filosofia RosaCruz em Perguntas e Respostas

  Pergunta: Quem são os Rosacruzes e o que esse nome significa?
max
Resposta: A antiga Fraternidade Rosacruz consistia de seres altamente espiritualizados, puros e que possuíam uma incomensurável sabedoria em relação aos demais. Eram tidos como alquimistas médicos e matemáticos. Os doze indivíduos no século XIV, foram orientados por um ser conhecido como "Cristão Rosacruz". Esses seres trabalhavam secretamente e formaram uma fraternidade conhecida como "Ordem Rosacruz". Os conhecimentos de tal ordem foram ministrados a apenas alguns sábios, sendo que nada foi revelado até o ano de 1614, quando um pequeno panfleto escrito em alemão circulou entre aqueles que estavam aptos a receber esses ensinamentos. Essa sociedade secreta ainda existe e ainda trabalha com e para a elevação da humanidade. Somente aqueles que possuem um amplo conhecimento espiritual é que são admitidos como membros no movimento Rosacruz e esses "médicos da alma" podem ser encontrados entre aqueles que estão no controle deste grande movimento, estando intimamente ligados com a evolução do mundo. Esses irmãos nunca se tornaram conhecidos e trabalham de forma incansável e abnegadamente pelo bem da humanidade. Em 1908, Max Heindel que era de origem dinamarquesa, foi escolhido como o mensageiro dos Irmãos Maiores, para transmitir os ensinamentos Rosacruzes ao Ocidente. Passado um determinado tempo e estando ainda tais ensinamentos sob a sua responsabilidade, foi instruído a retornar à América e revelar ao público esses ensinamentos, os quais até então eram secretos. Nessa época, a humanidade tinha alcançado o estágio mais avançado da religião cristã, quando os mistérios (que Cristo menciona em Mateus 13:11 e Lucas em 8:10) tinham que ser ministrados a muitos e não apenas para alguns.

Quando Max Heindel chegou na América, ele publicou esses elevados conhecimentos em sua obra "O Conceito Rosacruz do Cosmos" que foi traduzido em diversas línguas e continua a ser editado em várias partes do mundo. Também estabeleceu a Fraternidade Rosacruz como sendo a Escola Preparatória para a Ordem Rosacruz, na Sede Mundial em Monte Ecclesia Oceanside - Califórnia. A Fraternidade não tem nenhuma ligação com qualquer outra organização, mesmo que esta utilize a palavra "Rosacruz"

  Pergunta: Os Rosacruzes ensinam que Cristo foi o mensageiro divino, o Salvador do Mundo?

Resposta: Cristo Jesus foi o ser mais evoluído que habitou o planeta Terra em um veículo físico. No entanto, os Ensinamentos Rosacruzes esclarecem que Jesus foi um homem que no Batismo, ofereceu seus veículos inferiores ao Espírito Cristo para serem utilizados em seu Ministério no plano material. Na crucificação, Cristo foi libertado dos corpos de Jesus e penetrou na Terra. Este grande Arcanjo ainda é o Espírito que habita a Terra é o Salvador da humanidade. Após um minucioso estudo dos Ensinamentos ministrados pela Fraternidade Rosacruz, o Cristo se torna algo vivente na vida dos estudantes, que não só reconhecem a divindade de Cristo como fazem todos os esforços possíveis para seguir os Seus passos.

  Pergunta: O estudante Rosacruz acredita que há vida após a morte?

Resposta: Sim, os ensinamentos Rosacruzes preparam o aspirante para a vida após a morte. Uma viagem a lugares desconhecidos torna-se agradável quando estamos devidamente preparados e sabemos sobre o lugar para o qual vamos viajar. É algo muito confortável quando conhecemos as condições do lugar que vamos habitar, condições que têm sido tão misteriosas devido à nuvem de ignorância que paira sobre o homem há longa data. O conhecimento da vida após a morte torna-se mais confortável para aqueles que perdem os seus entes queridos.

Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, com o seu grande conhecimento dos Mundos Espirituais dão-nos a prova da existência desses mundos superiores. Muitos estudantes que se encontram em um estágio mais avançado, já receberam uma prova da existência da vida após a morte, sendo que para eles isto não é mais uma teoria, mas sim uma Verdade. É possível com o desenvolvimento da sensibilidade superior atual, verificar e ver as condições existentes no mundo invisível chamado o mundo dos mortos, que interpenetra nosso mundo físico, denso, mesmo sendo invisível para aqueles que têm unicamente o senso da visão física. Conforme declara John Mc Creery em seu formoso poema:

"Eles não estão mortos. Passaram apenas
para além das névoas que aqui nos cegam
para que em esferas mais serenas
uma nova e maior vida tenham".

A morte para o estudante Rosacruz é apenas uma perda de consciência, onde nos livramos do envoltório físico e ganhamos o corpo espiritual que Paulo relata no capítulo XV versículo 1 dos Coríntios.

  Pergunta: Os Rosacruzes acreditam no Renascimento e na Lei de Consequência?

Resposta: No capítulo XVII de Mateus, versículo 11, 12 e 13 Jesus dá uma bela demonstração da filosofia do Renascimento a seus discípulos. Após a sua transfiguração, ele claramente disse que Elias já havia voltado e os discípulos entenderam que ele se referia a João Batista. O capítulo 8 de João e a parte final do capítulo 19, nos falam a respeito do Renascimento.

Perante os ensinamentos rosacruzes, todas as ações que se iniciam em uma vida continuam na seguinte. Isso é um ensinamento bíblico que prega que "o homem deve colher o que eventualmente tenha semeado", independente do bem ou do mal que tenha praticado. Devido a isso passa por diversas existências, onde aprende a construir o seu caráter. É nesse estágio de sua vida, que ele usufrui os benefícios ou sofre devido às más ações que tenha praticado em sua última existência.

Cada existência é um dia na escola da vida, onde o espírito aprende as suas lições. Em Gênesis é relatado que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus. Já que o homem é feito à imagem e semelhança de Deus, ele deve se tornar tão sábio quanto o Pai que o criou. Naturalmente tal sabedoria não é adquirida em apenas uma vida, mas sim através de um lento processo evolutivo que o levará à Divindade.

  Pergunta: Fale-nos a respeito do Método Rosacruz de curar os doentes.

Resposta: Em cada um dos quatro evangelhos, observamos que Cristo pregava o evangelho de cura. Ele curava todos os que vinham até Ele e orientava Seus discípulos a levar ao mundo a missão de: Pregar o Evangelho e Curar os Enfermos. Essas duas ordens também foram ministradas aos Rosacruzes que são os "médicos da alma", pois a doença primeiro se manifesta no Corpo Vital, que é o veículo da alma, e a cura pode ser mais bem efetuada através desse veículo invisível. Durante o sono, quando o homem está livre do seu veículo físico e atua no mundo espiritual, a cura é alcançada mais rapidamente. Os estudantes esotéricos são treinados para este tipo de trabalho.

Maiores detalhes a respeito do serviço de cura podem ser obtidos através da:


FRATERNIDADE ROSACRUZ
Sede Central do Brasil
Rua Asdrúbal do Nascimento, 196
01316-030 – São Paulo – SP – Brasil
Tel./fax: (0xx11) 3107 – 4740
E-mail: rosacruz@fraternidaderosacruz.com.br

Ou através de

Oceanside Califórnia

Sabemos que os Rosacruzes não cobram nada por seus trabalhos de cura e nem pelo fato de passarem os seus conhecimentos para os demais. No capítulo X de Mateus, Deus fala aos seus discípulos para irem de encontro às ovelhas perdidas da casa de Israel, para pregarem o evangelho e curarem os enfermos. Mas ele também prega aos seus discípulos para que não adquiram ouro, prata ou cobre durante a sua caminhada. No capítulo X, versículo I dos Coríntios, Paulo também se mantém firme em tal pensamento, de pregar o evangelho e nada cobrar. Os Rosacruzes têm seguido essa prática sem nunca ter cobrado nada por seus ensinamentos. Nenhum conhecedor destes nobres ensinamentos deverá cobrar ou estabelecer uma mensalidade para tal. Isso faz com que este se torne um impostor. Se tivermos fé e trabalhamos de forma desinteressada, Deus sempre cuidará de nós e as nossas ofertas amorosas serão sempre suficientes para nos suprirem em nossas necessidades básicas .

  Pergunta: Porém, isto não encorajaria alguns a tomar tudo e não dar nada? Não se desenvolverá o egoísmo neles? Existe uma lei na natureza que diz que não podemos obter algo através do nada?

Resposta: Sim, inúmeros comparecem às igrejas, conferências e cursos, nada colocando na cesta da coleta, achando isso desnecessário até que são abordados e, naturalmente, pretendem tomar tudo e nada oferecer. Mas eles não consideram o assunto sob o ponto de vista das leis de Deus, que operam silenciosamente através da Lei de Causa e Efeito. Alguma vez, em algum lugar, essas dívidas chegam ao Ego que pensa que poderá escapar, tomando tudo, não dando nada.

"Não se iluda, Deus não esquece nada: o que o homem semear ele também colherá".

 

A Fraternidade Rosacruz e Sua Missão

A Fraternidade Rosacruz Max Heindel não é uma seita ou organização religiosa, mas sim uma grande Escola de Pensamento. Sua finalidade precípua é divulgar a admirável filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel, escolhido para esse fim pelos Irmãos Maiores da Ordem Espiritual.

Seus ensinamentos projetam luz sobre o lado científico e o aspecto espiritual dos problemas relacionados à origem e evolução do homem e do Universo. Tais ensinamentos, contudo, não constituem um fim em si mesmo, mas um meio para o ser humano tornar-se melhor em todos os sentidos, desenvolvendo assim o sentimento de altruísmo e do dever, para o estabelecimento da Fraternidade Universal.

O fim a que se destina a Filosofia Rosacruz é despertar a humanidade para o conhecimento das Leis Divinas, que conduzem toda a evolução do homem, e, ainda:

(I) explicar as fontes ocultas da vida. O homem, conhecendo as forças que trabalham dentro de si mesmo, pode fazer melhor uso de suas qualidades;

(II) ensinar o objetivo da evolução, o que habilita o homem para trabalhar em harmonia com o Plano Divino e desenvolver suas próprias possibilidades, ainda desconhecidas para grande parte da humanidade;

(III) mostrar as razões pelas quais o Serviço amoroso e desinteressado ao próximo é o caminho mais curto e mais seguro para a expansão da consciência espiritual.

O Movimento Rosacruz, publica e mundialmente iniciado pelo engenheiro Max Heindel, é fundamentalmente uma Escola de reforma interna para a humanidade, uma Escola de desenvolvimento e expansão de consciência, tratando de nossa origem espiritual e da finalidade de nossa evolução.Foram publicados
livros e organizados Cursos por Correspondência para os aspirantes que desejam estudar as verdades espirituais, mas como auxílio e não como fim em si mesmo, pois o estudo, em si só, não basta. A teoria precisa da experiência, obtida mediante a prática, para ser desenvolvida em sabedoria e poder. E, precisamente, a Fraternidade Rosacruz destina-se a prestar a orientação necessária aos aspirantes, para se chegar à aplicação da Lei Espitual na solução dos problemas individuais e coletivos.



Simbologia
Quando investigamos o significado de qualquer mito, lenda ou símbolo de valor oculto, é absolutamente necessário entendermos que, assim como todo objeto do mundo tridimensional deve ser examinado de todos os ângulos para dele obtermos uma compreensão completa, igualmente todos os símbolos têm também certo número de aspectos. Cada ponto de vista revela uma fase diferente das demais, e todas merecem igual consideração.
Visto em toda sua plenitude, este maravilhoso símbolo contém a chave da evolução passada do homem, sua presente constituição e desenvolvimento futuro, mais o método de sua obtenção. Quando ele se apresenta com uma só rosa no centro, simboliza o espírito irradiando de si mesmo os quatro veículos: os corpos denso, vital, de desejos e a mente significando que o espírito entrou em seus instrumentos, convertendo-se em Espírito Humano interno. Mas houve um tempo em que essa condição ainda não havia sido alcançada, um tempo em que o tríplice espírito pairava acima dos seus Veículos, incapaz de neles entrar. Então a cruz erguia-se sem a rosa, simbolizando as condições prevalecente no começo da terça parte da Época Atlante. Houve também um tempo em que faltava o madeiro superior da cruz. A constituição humana era pois, representada pela Tau (T), isto na Época Lemúrica, quando o homem só dispunha dos corpos denso vital e de desejos e carecia de mente. O que predominava então era a natureza animal. O homem seguia os seus desejos sem reserva. Anteriormente ainda, na Época Hiperbórea, só possuía os corpos denso e vital, faltando o de desejos. Então o homem em formação era análogo às plantas: casto e sem desejos. Nesse tempo sua constituição não podia ser representada por uma cruz. Era simbolizada por uma coluna reta, um pilar ( I ).
Este símbolo foi considerado fálico, indicando a libertinagem do povo que o venerava. Por certo é um emblema de geração, mas geração não é absolutamente sinônimo de degradação. Longe disso. O pilar é o madeiro inferior da cruz, símbolo do homem em formação, quando era análogo às plantas. A planta é inconsciente de toda paixão, desejo, e inocente do mal. Gera e perpetua sua espécie de modo tão puro, tão casto, que propriamente compreendida é um exemplo para a decaída e luxuriosa humanidade, a qual deveria venerá-la como um ideal. Aliás, o símbolo foi dado às raças primitivas com esse objetivo. O Falo e o Yona, empregados nos Templos de Mistério da Grécia, foram dados pelos Hierofantes com esse espírito. No frontispício do templo colocavam-se as enigmáticas palavras: "Homem, conhece a ti mesmo". Este lema, bem compreendido, é análogo ao da Rosacruz, pois mostra as razões da queda do homem no desejo, na paixão e no pecado, e dá a chave de sua liberação do mesmo modo que as rosas sobre a cruz indicam o caminho da libertação.
A planta é inocente, porém não virtuosa. Não tem desejos nem livre escolha. O homem tem ambas as coisas. Pode seguir seus desejos ou não, conforme queira, para aprender a dominar-se.
Enquanto foi como as plantas, um hermafrodita, ele podia gerar por si, sem cooperação de outrem; mas ainda que fosse tão inocente e tão casto como as plantas era também como elas, inconsciente e inerte. Para poder avançar, necessitava que os desejos o estimulassem e uma mente o guiasse. Por isso, a metade de sua força criadora foi retida com o propósito de construir um cérebro e uma laringe. Naquele tempo o homem tinha a forma arrendondada. Era curvado para dentro, semelhante a um embrião, e a laringe atual era então uma parte do órgão criador, aderindo à cabeça quando o corpo tomou a forma ereta. A relação entre as duas metades pode-se ver ainda hoje na mudança de voz do rapaz, expressão do pólo positivo da força geradora, ao alcançar a puberdade. A mesma força que constrói outro corpo, quando se exterioriza, constrói o cérebro quando retida. Compreende-se isso claramente ao sabermos que o excesso sexual conduz à loucura. O pensador profundo sente pouquíssima inclinação para as práticas amorosas, de modo que emprega toda sua força geradora na criação de pensamentos, ao invés de desperdiçá-la na gratificação dos sentidos.
Quando o homem começou a reter a metade de sua força criadora para o fim já mencionado, sua consciência foi dirigida para dentro, para construir órgãos. Ele podia ver esses órgãos, e empregou a mesma força criadora, então sob a direção das Hierarquias Criadoras, para planejar e executar os projetos dos órgãos, assim como agora a emprega no mundo externo para construir aeroplanos, casas, automóveis, telefones, etc.. Naquele tempo o homem era inconsciente de como a metade daquela força criadora se exteriorizava na geração de outro corpo.
A geração efetuava-se sob a direção dos Anjos, que em certas épocas do ano, agrupavam os humanos aptos em grandes templos, onde se realizava o ato criador. O homem era inconsciente desse fato. Seus olhos ainda não tinham sido abertos, e embora fosse necessária a colaboração de uma parceira, que tivesse a outra metade ou o outro pólo da força criadora indispensável à geração, cuja metade ele retinha para construir órgãos internos, em princípio não conhecia sua esposa. Na vida ordinária o homem estava encerrado dentro de si, pelo menos no que tangia ao Mundo Físico. Isto, porém, começou a mudar quando foi posto em Intimo contato, como acontece no ato gerador. Então, por um momento, o espírito rasgou o véu da carne, e Adão conheceu sua esposa. Deixou de conhecer-se a si mesmo quando sua consciência concentrou-se mais e mais no mundo externo, perdendo ele sua percepção interna, a qual não poderá ser readquirida plenamente enquanto necessitar da cooperação de outro ser para criar, e não tenha alcançado o desenvolvimento que lhe permita utilizar de novo e voluntariamente toda sua força criadora. Então voltará a conhecer-se a si mesmo, como no tempo em que atravessava o estágio análogo ao vegetal, mas com esta importantíssima diferença: usará sua faculdade criadora conscientemente, e não será restringido a empregá-la só na procriação de sua espécie mas poderá criar o que quiser. Outrossim, não usará os seus atuais órgãos de geração: a laringe, dirigida pelo espírito, falará a palavra criadora através do mecanismo coordenador do cérebro. Assim, os dois órgãos, formados pela metade da força criadora, serão os meios pelos quais o homem se converterá finalmente em um criador independente e auto-consciente.
Mesmo presentemente o homem já modela a matéria pela voz e pelo pensamento ao mesmo tempo, como vimos nas experiências científicas em que os pensamentos criaram imagens em placas fotográficas, e noutras em que a voz humana criou figuras geométricas na areia, etc.. Em proporção direta ao altruísmo que demonstre, o homem poderá exteriorizar a força criadora que retiver. Isto lhe dará maior poder mental e capacita-lo-á a utilizar-se de tal poder na elevação dos demais, ao invés de intentar degradá-los e sujeitá-los à sua vontade. Aprendendo a dominar-se, cessará de tentar dominar aos outros, salvo quando o fizer temporariamente para o bem deles, jamais para fins egoísticos. Somente aquele que se domina está qualificado para orientar aos demais e, quando necessário, é competente para julgá-los no modo que melhor lhes convenha.
Vemos, portanto, que a seu devido tempo o atual modo passional de geração será substituído por um método mais puro e mais eficiente que o atual. Isto também está simbolizado pela Rosacruz, em que a rosa se situa no centro, entre os quatro braços. O madeiro mais comprido representa o corpo; os dois horizontais, os dois braços; e o madeiro curto superior representa a cabeça. A rosa está colocada no lugar da laringe.
Como qualquer outra flor, a rosa é o órgão gerador da planta. Seu caule verde leva o sangue vegetal, incolor e sem paixão. A rosa vermelho-sangue mostra a paixão que inunda o sangue da raça humana, embora na rosa propriamente dita o fluido vital não seja sensual, mas sim casto e puro. Ela é, por conseguinte, excelente símbolo dos órgãos geradores em seu estado puríssimo e santo, estado que o homem alcançará quando haja purificado e limpo seu sangue de todo desejo, quando se tenha tornado casto e puro, análogo a Cristo.
Por isso os Rosacruzes esperam ardentemente o dia em que as rosas floresçam na cruz da humanidade; por isso os Irmãos Maiores saúdam a alma aspirante com as palavras de saudação Rosacruz: "Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz"; e por isso esta saudação é usada nas reuniões dos Núcleos da Fraternidade pelo dirigente, ocasião em que os estudantes, probacionistas e discípulos presentes respondem à saudação dizendo: "E na vossa também".




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ATLÂNTIDA CIVILIZAÇÃO EXTINTA

Atlântida
 
A história antiga da humanidade em grande parte se constitui um enigma, enigma esse devido à ignorância das pessoas que a escreveram e dataram certos eventos. Podemos perceber isto tendo em vista, por exemplo, o que dizem a respeito da esfinge, pois atualmente estudos provam que ela data de 12.000 a.C. a 10.500 a.C., enquanto que a história que divulgam datam-na de apenas de 4.000 a.C.
Uma outra indagação que deve ser feita diz respeito à distribuição de pirâmides no mundo. Elas são encontradas não somente no Egito, mas também na China e na América Central, mostrando a interligação dessas culturas no passado. O que interliga todas essas civilizações antigas? A única resposta que melhor responde a essas perguntas, e outras a respeito do mundo antigo, é a existência da Atlântida
A primeira fonte de informação que chegou ao mundo moderno é sem dúvida os escritos de Platão. Foi ele quem primeiro falou da existência de uma ilha então submersa à qual foi dado o nome de Atlântida. Platão tomou conhecimento da Atlântida através de Sólon, que, por sua vez lhe foi referido por pelos sacerdotes egípcios, num dos templos da cidade egípcia de Saís.
Na verdade a Atlântida data de pelo menos 100.000 a.C., então constituindo não uma ilha e sim um imenso continente que se estendia desde a Groelândia até o Norte do Brasil. Sabe-se que os atlantes chegaram a conviver com os lemúrios, que viviam num continente no Oceano Pacifico aproximadamente onde hoje se situa o Continente Australiano. Naquele continente Atlante havia muitos terremotos e vulcões e foi isto a causa de duas das três destruições que acabaram por submergi-lo . A terceira destruição não foi determinada por causas naturais. Na primeira destruição, em torno de 50.000a.C. várias ilhas que ficavam junto do continente atlante afundaram, como também a parte norte do continente que ficava próximo a Groelândia, em decorrência da ação dos vulcões e terremotos. A segunda destruição, motivada pela mudança do eixo da Terra, ocorreu em torno de 28.000 a.C., quando grande parte do continente afundou, restando algumas ilhas, das quais uma que conectava o continente Atlante à América do Norte. E a terceira foi exatamente esta onde floresceu a civilização citada por Platão e que por fim foi extinta, em uma só noite, afundando-se no mar restando apenas as partes mais elevadas que hoje corresponde aos Açores descrita por Platão.
 
Para se estudar bem a Atlântida deve-se considerar que esse nome diz respeito a três civilizações distintas, pois em cada uma das destruições os que restaram tiveram que recomeçar tudo do início.
 
Atlântida 100.000 a.C. a 50.000 a.C.
Sobre a Atlântida antes da primeira destruição (antes de 50.000 a.C.) pouco se sabe. Diz-se haver sido colonizada pelos lemurios que haviam fugido do continente onde habitavam, também sujeito a cataclismos imensos, quando então se estabeleceram correntes migratórias fugitivas das destruições que ocorriam na Lemúria, algumas delas dirigiram-se para o Sul Atlântida.
Estes primeiros Atlantes julgavam a si pelo caráter e não pelo que tinham e viviam em harmonia com a natureza. Pode-se dizer que 50% de suas vidas era voltada ao espiritual e os outros 50% para o lado prático, vida material.  Possuíam grandes poderes mentais o que lhes conferia domínio da mente sobre o corpo. Eles faziam coisas impressionantes com os seus corpos. Assim viveram por muito tempo até que, em decorrência da proximidade do sul da Atlântida com o Continente Africano, várias tribos agressivas africanas dirigiram-se para a Atlântida forçando os Lemurios estabelecidos na Atlântida a se deslocarem cada vez mais para o norte do continente atlante. Com o transcorrer do tempo os genes dos dois grupos foram se misturando.
Em 52.000 a.C. os Atlantes começaram a sofrer com ataques de animais ferozes, o que os fizeram aumentar seus conhecimentos em armas, motivando um avanço tecnológico na Atlântida. Novos métodos de agricultura foram implementados, a educação expandiu, e conseqüentemente bens materiais começaram a assumir um grande valor na vida das pessoas, que começaram a ficar cada vez mais materialistas e conseqüentemente os valores psíquicos e espirituais foram decaindo. Uma das conseqüências foi que a maioria dos atlantes foi perdendo a capacidade de clarividência e suas habilidades intuitivas por falta de treinamento e uso, a ponto de começarem a desacreditar na mencionadas habilidades.
Edgar Cayce afirma que dois grupos diversos tiveram grande poder nessa época, um deles chamados de "Os Filhos de Belial". Estes trabalhavam pelo prazer, tinham grandes posses, mas eram espiritualmente imorais. Um outro grupo chamado de "As Crianças da Lei Um", era constituído por pessoas que invocavam o amor e praticavam a reza e a meditação juntas, esperando promover o conhecimento divino. Eles se chamavam "As Crianças da Lei Um" porque acreditavam em Uma Religião, Um Estado, Uma Casa e Um Deus, ou melhor, que Tudo é Um. Logo após essa divisão da civilização atlante, foi que ocorreu a primeira destruição da Atlântida, ocasião em que grande número de imensos vulcões entraram em erupção. Então uma parte do povo foi para a África onde o clima era muito favorável e possuíam muitos animais que podiam servir como fonte de alimentação. Ali os descendentes dos atlantes viveram bem e se tornaram caçadores. A outra parte direcionou-se para a América do Sul onde se estabeleceu na região onde hoje é a Bacia Amazônica. Biologicamente os atlantes do grupo que foi para a América do Sul começaram a se degenerar por só se alimentarem de carne pensando que com isso iriam obter a força do animal, quando na verdade o que aconteceu foi uma progressiva perda das habilidades psíquicas. Assim viveram os descendentes atlantes até que encontraram um povo chamado Ohlm, remanescentes dos descendentes da Lemúria, que os acolheram e ensinaram-lhes novas técnicas de mineração e agricultura.
As duas partes que fugiram da Atlântida floresceram muito mais do que aquela que permanecera no continente, pois em decorrência da tremenda destruição os remanescentes praticamente passaram a viver como animais vivendo nas montanhas durante 4.000 anos, após o que começaram a estabelecer uma nova civilização.
 
Atlântida 48.000 a.C. a 28.000 a.C.
Os atlantes que estabeleceram uma nova civilização na Atlântida começaram  de forma muito parecida com o inicio da colonização que os Lemurios fizeram na Atlântida. Eles se voltaram a trabalhar com a natureza e nisso passaram milhares de anos, mas com o avanço cientifico e tecnológico também começaram a ficar cada vez mais agressivos, materialistas e decadentes. Os tecnocratas viviam interessados em bens materiais e desrespeitando a religião. A mulher se tornou objeto do prazer; crimes e assassinatos prevaleciam, os sacerdotes e sacerdotisas praticavam o sacrifício humano. Os atlantes se tornaram uma civilização guerreira. Alguns artistas atlantes insatisfeitos fugiram para costa da Espanha e para o sudoeste da França, onde até hoje se vêem algumas de suas artes esculpidas nas cavernas. Em 28.000 a.C. com a mudança do eixo da Terra, os vulcões novamente entraram em grande atividade acabando por acarretar o fim da segunda civilização atlante. Com isso novamente os atlantes fugiram para as Antilhas, Yucatã, e para a América do Sul. 
 
Atlântida 28.000a.C. a 12.500 a.C.
Esta foi a civilização atlante que foi descrita por Platão. 
Mais uma vez tudo se repetiu, os que ficaram recomeçaram tudo novamente, recriando as cidades que haviam sido destruídas, mas inicialmente não tentando cometer os mesmos erros da florescente civilização passada. Eles unificaram a ciência com o desenvolvimento espiritual a fim de haver um melhor controle sobre o desenvolvimento social.
Começaram a trabalhar com as Forças da Natureza,  tinham conhecimento das hoje chamadas linhas de Hartman e linhas Ley, que cruzam toda a Terra, algo que posteriormente veio a ser muito utilizado pelos celtas que construíram os menires e outras edificações em pedra. Vale salientar que eles acabaram por possuir um alto conhecimento sobre a ciência dos cristais, que usavam para múltiplos fins, mas basicamente como grandes potencializadores energéticos, e fonte de registro de informações, devido a grande potência que o cristal tem de gravar as coisas.
Os Atlantes tinham grande conhecimento da engenharia genética, o que os levou a tentar criar “raças puras”, raças que não possuíssem nenhum defeito. Esse pensamento persistiu até o século XX a ser uma das bases do nazismo.
Os Atlantes detinham grandes conhecimentos sobre as pirâmides, há quem diga que elas foram edificadas a partir desta civilização e que eram usadas como grandes condutores e receptores de energia sideral, o que, entre outros efeitos, fazia com que uma pessoa que se encontrasse dentro delas, especialmente a Grande Pirâmide, entrava em estado alterado de consciência quando então o sentido de espaço-tempo se alterava totalmente.
É certo que os habitantes da Atlântida possuíam um certo desenvolvimento das faculdades psíquicas, entre as quais a telepatia, embora que muito aquém do nível atingido pelos habitantes da primeira civilização.
Construíram aeroplanos, mas nada muito desenvolvido, algo que se assemelharia mais ao que é hoje é conhecido como “asa delta”. Isto tem sido confirmado através de gravuras em certos hieróglifos egípcios e maias.
Também em certa fase do seu desenvolvimento os atlantes foram grandes conhecedores da energia lunar, tanto que faziam experiências muito precisas de conformidade com a fase da Lua. A par disto foram grandes conhecedores da astronomia em geral.
Na verdade os atlantes detiveram grandes poderes, mas como o poder denigre o caráter daquele que não está devidamente preparado para possuí-lo, então a civilização começou a ruir. Eles começaram a separar o desenvolvimento espiritual do desenvolvimento científico. Sabedores da manipulação dos gens eles desenvolveram a engenharia genética especialmente visando criar raças puras. Isto ainda hoje se faz sentir em muitos povos através de sistemas de castas, de raça eleita ou de raça ariana pura. Em busca do aperfeiçoamento racial, como é da natureza humana o querer sempre mais os cientistas atlantes tentaram desenvolver certos sentidos humanos mediante gens de espécies animais detentoras de determinadas capacidades. Tentaram que a raça tivesse a acuidade visual da águia, e assim combinaram gens deste animal com gens humano; aprimorar o olfato através de gens de lobos, e assim por diante. Mas na verdade o que aconteceu foi o pior, aqueles experimentos não deram certo e ao invés de aperfeiçoarem seus sentidos acabaram  criando bestas-feras, onde algumas são encontradas na mitologia grega e em outras mitologias e lendas. Ainda no campo da engenharia genética criaram algumas doenças que ainda hoje assolam a humanidade.
A moral começou a ruir rapidamente e o materialismo começou a crescer. Começaram a guerrear. Entre estas foi citada uma que houve com a Grécia, da qual esta foi vitoriosa. Enganam-se os que pensam que a Grécia vem de 2 000 a.C. Ela é muito mais velha do que o Egito e isto foi afirmado a Sólon pelo sacerdote de Sais. Muitos atlantes partiram para onde hoje é a Grécia e com o uso a tecnologia que detinham se fizeram passar por deuses dando origem assim a mitologia grega, ou seja, constituindo-se nos deuses do Olimpio.
Por último os atlantes começaram a fazer experimentos com displicência de forma totalmente irresponsável com cristais e como conseqüência acabaram canalizando uma força cósmica, que denominaram de "Vril", sob as quais não tiveram condições de controla-la, resultando disso a destruição final da Atlântida, que submergiu em uma noite. Para acreditar que um continente tenha submergido em uma noite não é muito fácil, mas temos que ver que a tecnologia deles eram muito mais avançadas do que a nossa, e que o poder do cristal é muito maior do que imaginamos, pois se formos vê os cristais estão em tudo com o avanço tecnológico, um computador é formado basicamente de cristais e o laser é feito a parti de cristais. Mas antes da catástrofe final os Sábios e Sacerdotes atlantes, juntamente com muitos seguidores, cientes do que adviria daquela ciência desenfreada e conseqüentemente que os dias daquela civilização estavam contados, partiram de lá, foram para vários pontos do mundo, mas principalmente para três regiões distintas: O nordeste da África onde deram origem a civilização egípcia; para América Central, onde deram origem a Civilização Maia; e para o noroeste da Europa, onde bem mais tarde na Bretanha deram origem à Civilização Celta.
A corrente que  deu origem a civilização egípcia inicialmente teve muito cuidado com a transmissão dos ensinamentos científicos a fim de evitar que a ciência fora de controle pudesse vir a reeditar a catástrofe anterior. Para o exercício desse controle eles criaram as “Escolas de Mistérios”, onde os ensinamentos eram velados, somente sendo transmitidos às pessoas que primeiramente passassem por rigorosos testes de fidelidade.
Os atlantes levaram com eles grandes conhecimentos sobre construção de pirâmides, e sobre a utilização prática de cristais, assim como conhecimentos elevados de outros ramos científicos, como matemática, geometria, etc.  Pesquisas recentes datam a Esfinge de Gizé sendo de no mínimo 10.000 a.C. e não 4.000a.C. como a egiptologia clássica afirma.  Edgar Cayce afirmou que embaixo da esfinge existe uma sala na qual estão guardados documentos sobre a Atlântida, atualmente já encontraram uma porta que leva para uma sala que fica abaixo da esfinge, mas ainda não entraram nela. A Ordem Hermética afirma a existência não de uma sala, mas sim de doze.
A corrente que deu origem a civilização maia, foi muito parecida com a corrente que deu origem a civilização egípcia. Quando os atlantes que migraram para a Península de Yucatã antes do afundamento final do continente, eles encontraram lá povos que tinham culturas parecidas com a deles, o que não é de admirar, pois na verdade lá foi um dos pontos para onde já haviam migrado atlantes fugitivos da segunda destruição.
Também os integrantes da corrente que se direcionou para o Noroeste da Europa, e que deu origem mais tarde aos celtas, tiveram muito cuidado com a transmissão do conhecimento em geral. Em vez de optarem para o ensino controlado pelas “Escolas de Mistérios” como acontecera no Egito, eles optaram por crescer o mínimo possível tecnologicamente, mas dando ênfase especialmente os conhecimentos sobre as Forças da Natureza, sobre as energias telúricas, sobres os princípios que regem o desenvolvimento da produtividade da terra. Conheciam bem a ciência dos cristais, e da magia, mas devido ao medo de fazerem mau uso dessas ciências eles somente utilizavam-nos, mas no sentido do desenvolvimento da agricultura, da produtividade dos animais de criação, etc.
Atualmente as pessoas vêem a Atlântida como uma lenda fascinante, como algo que mesmo datando de longa data ainda assim continua prendendo tanto a atenção das pessoas. Indaga-se do porquê de tanto fascínio? Acontece que ao se analisar a história antiga da humanidade vê-se que há uma lacuna, um hiato, que falta uma peça que complete toda essa história. Muitos estudiosos tentam esconder a verdade com medo de ter que reescrever toda a história antiga, rever conceitos oficialmente aceitos. Mas eles não explicam como foram construídas as pirâmides, como existiram inúmeros artefatos e achados arqueológicos encontrados na Ásia, África e América e inter-relacionados. O como foram construídos as pirâmides e outros monumentos até hoje é um enigma. Os menires encontrados na Europa, as obras megalíticas existentes em vários pontos da terra, os desenhos e figuras representativas de aparelhos e até mesmo de técnicas avançadas de várias ciências, os autores oficiais não dão qualquer explicação plausível.
Os historiadores não acreditam que um continente possa haver afundado em uma noite, mas eles esquecem que aquela civilização foi muito mais avançada que a nossa. Foram encontradas, na década de 60, ruínas de uma civilização no fundo do mar perto dos Açores, onde foram encontrados vestígios de colunas gregas e até mesmo um barco fenício. Atualmente foram encontradas ruínas de uma civilização que também afundou perto da China.
As pessoas têm que se conscientizar de que em todas as civilizações em que a moral ruiu, ela começou a se extinguir, e atualmente vemos isso na nossa civilização, e o que é pior, na nossa civilização ela tem abrangência mundial, logo se ela rui, vai decair todo o mundo. Então o mais importante nessa história da Atlântida não é o acreditar que ela existiu e sim aprender a lição para nós não enveredemos pelo mesmo caminho, repetindo o que lá aconteceu. 


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