domingo, 18 de abril de 2010

A natureza de Jesus

 superioridade da natureza de Jesus
1. – Os  fatos  narrados no Evangelho e que foram até aqui
considerados como miraculosos, pertencem, na maioria, à 
ordem dos fenômenos psíquicos, quer dizer, daqueles que 
têm por causa primeira as faculdades e os atributos da alma
 Aproximando-os daqueles que estão descritos e explicados 

 no capitúlo precedente,reconhece-se

sem dificuldade, que há entre 
eles identidade de causa e de efeito. 
A  história mostra-os anágolos em
todos os tempos e em todos os povos, pela 
razão que, desde que há almas encarnadas e desencarnadas, os
mesmos efeitos devem ter-se produzido. Pode-se, é verdade, contestar 
sobre este ponto a veracidade da história; mas hoje eles
se produzem sob os nossos olhos, por assim dizer, à vontade,
e por indivíduos que nada têm de excepcional. Só o fato 
da reprodução de um fenômeno, em condições idênticas,
basta para provar que é possível e submetido a uma lei,
e que, desde então, não é mais miraculoso.
O princípio dos fenômenos psíquicos repousa, como 
se viu, sobre as propriedades do fluido perispiritual,
que constitui o agente magnético; sobre as manifestações 
da vida espiritual,durante
a vida e depois da morte; enfim, sobre
o estado constitutivo dos Espíritos e o seu papel como
força ativa da Natureza.
Estes elementos conhecidos, e seus efeitos constatados
, têm por conseqüência 
fazer admitir a possibilidade de certos fatos que eram 
rejeitados quando se lhes 
atribuía uma origem sobrenatural.
2. – Sem  nada   prejulgar  sobre a natureza do Cristo
, que não entra no 
quadro desta obra examinar, e não o considerando,
por hipótese, senão um 
Espírito superior, não se pode impedir de reconhecer
nele um daqueles de ordem 
mais  elevada,  e  que  está colocado, pelas suas virtudes
, bem acima da
Humanidade terrestre. Pelos imensos resultados que ele
produziu, a sua
encarnação neste mundo
não poderia ser senão uma dessas missões que
não são confiadas senão aos mensageiros
diretos da Divindade para o 
 cumprimento  de seus desígnios. Supondo 
que ele não fosse  o próprio Deus
, mas um enviado de Deus para transmitir a
sua palavra, ele seria mais do que
um profeta, porque seria um Messias divino.
Como homem, tinha a organização dos 
seres carnais; mas como Espírito puro, 
desligado da matéria, deveria viver a 
vida espiritual mais do que a vida corpórea, 
da qual não tinha as fraquezas.
A superioridade de Jesus sobre
os homens não 
se prendia às particularidades de seu corpo,
mas às de seu Espírito, que dominava
a matéria de maneira absoluta, e à de
seu perispírito, haurida na parte mais
quintessenciada dos fluidos terrestres. 
(Cap. XIV, nº 9). Sua alma não devia 
prender-se ao corpo senão pelos laços 
estritamente indispensáveis; constantemente 
desligado, devia dar-lhe uma dupla vista não
somente permanente, mas de uma
penetração excepcional e bem de outro
modo superior àquela que se vê entre os 
homens comuns. Deveria ser do mesmo
modo em todos os fenômenos que 
dependem dos fluidos perispirituais ou 
psíquicos. A qualidade destes fluidos
lhe dava uma imensa força magnética, 
secundada pelo desejo incessante 
de fazer o bem.

Nas curas que ele operava, agia como médium
Pode-se considerá-lo 
como um poderoso médium curador? Não; porque
o médium é um intermediário,
um instrumento de que se servem
os Espíritos desencarnados. Ora,
o Cristo não
tinha necessidade de assistência, ele
que assistia os outros; agia, pois, por si
mesmo, em virtude de seu poder pessoal,
 assim  como podem fazê-lo os encarnados
em certos casos e na medida de suas forças
. Que Espírito, aliás, ousaria insuflar-lhe 
seus próprios pensamentos e encarregá-lo 
de transmiti-los? Se recebesse um influxo 
estranho, este não poderia ser senão de Deus
; segundo a definição dada por um Espírito,
ele era médium de Deus.
 Retrato de Jesus
"Sabendo que desejas conhecer quanto vou narrar, 
existindo nos nossos tempos um homem,
o qual vive atualmente de grandes virtudes, 
chamado Jesus, que pelo povo é inculcado 
o profeta da verdade, e os seus discípulos
dizem que é filho de Deus, criador do céu e 
da terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham 
estado; em verdade, ó César, cada dia se ouvem coisas maravilhosas 
desse Jesus: ressuscita os mortos, cura os enfermos, em uma só palavra: 
é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto, e há 
tanta majestade no rosto, que aqueles que o vêem são forçados a 
amá-lo ou a temê-lo. Tem os cabelos da cor da amêndoa bem 
madura, são distendidos até as orelhas, e das orelhas até as espáduas, 
são da cor da terra, porém mais reluzentes.

Tem no meio de sua fronte uma linha separando os
cabelos, na forma em 
uso nos nazarenos, o seu rosto é cheio, o aspecto é 
muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face, de
uma cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis.

A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa,
mas separada pelo meio, seu olhar é muito afetuoso e grave; 
tem os olhos expressivos e claros, o que surpreende é que 
resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém 
ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando 
resplende, apavora, e quando ameniza, faz chorar, faz-se 
amar e é alegre com gravidade.

Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar. 
Tem os braços e as mãos muito belos; na palestra, 
contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele 
se aproxima, verifica-se que é muito modesto na 
presença e na pessoa. É o mais belo homem que 
se possa imaginar, muito semelhante à sua Mãe, 
a qual é de uma rara beleza, não se tendo jamais, 
visto por estas partes uma mulher tão bela, porém, se
a Majestade Tua, ó César, deseja vê-lo, como no aviso 
passado escreveste, dá-me ordens, que não faltarei de
mandá-lo o mais depressa possível.

De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; 
ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. 
Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. 
Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença,
falando com ele, tremem e admiram.

Dizem que tal homem nunca fora ouvido por estas partes.
Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram, 
jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina 
este Jesus; muitos judeus o têm como Divino e muitos me
querelam, afirmando que é contra a lei da Tua Majestade; eu
sou grandemente molestado por esses malignos hebreus.
Diz-se este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, 
mas, ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele
têm praticado, afirmam Ter dele recebido grandes 
benefícios e saúde, porém à tua obediência estou prontíssimo
 aquilo que Tua Majestade ordenar será cumprido.
Vale da Majestade Tua, fidelíssimo e 
obrigadíssimo... Públio Lêntulo, presidente da Judéia
L'indizione setima, luna seconda."
(Este documento foi encontrado no arquivo
do Duque de Cesadini, em Roma. Essa carta, 
onde se faz o retrato físico de moral de Jesus, 
foi mandada de Jerusalém ao
Imperador Tibério César, em Roma, ao tempo de Jesus.)

A promessa de Jesus
NOVO TESTAMENTO: "Se me amardes, guardareis os 
meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará 
outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, 
porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis,
porque habita convosco, e estará em vós..."

"Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, 
que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará
todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito."

(João, XIV. 15 a 17 e 26)

   

 
 
       

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