Religião e mitos A palavra religião é originária do termo latino “religare”, significa a religação entre o homem e um ser divino. As referências sobre a religião dos índios brasileiros estão ligadas aos mitos de cada povo porque os próprios indígenas não usavam a palavra religião. Eles tinham um conceito diferente do que era se religar a alguma coisa. Na verdade, para os indígenas há uma ligação com a natureza e dela com Deus. Os mitos seriam histórias com verdades consideradas fundamentais para determinado povo ou grupo que vão caracterizá-las pela importância que eles contém. Também pode ser definido de acordo com o nível de linguagem de um indivíduo ou a forma dele se expressar e contar suas narrativas para o povo. Este, pode fazer desenhos na areia, realizar atos de performance, dançar, cantar, gesticular, tudo isso para melhor visualizar a história. O Mito nas sociedades indígenas Os mitos nas sociedades indígenas ensinam algo sobre a história dos povos e o modo de pensar de cada um deles. São capazes de exprimir sentimentos e até mostrar valores e deveres de determinada tribo. Eles precisavam atender necessidades na narrativa desses fatos e primeiro procuravam explicar como era o seu mundo (cosmologia ou teoria de mundo), as regras comportamentais da tribo e a transmissão delas para as futuras gerações. Com um misto de criatividade entre a imaginação e os objetos do mundo natural que envolve passado, presente e futuro, o índio buscava construir algo que moldasse o mundo, na percepção dele, variando de tribo para tribo e sendo um forte caracterizador de sua identidade. O indígena depende do mundo que o cerca: meio ambiente, os ciclos que regem a natureza e a vida. Um exemplo disso é o surgimento do dia e da noite. O nascimento da noite em Tupi Um mito Tupi, chamado Tucumã relata o surgimento da noite: A noite não existia, pois ela estava presa dentro do coco de Tucumã (palmeira) guardado por uma serpente com características humanas e poderes sobrenaturais. Como a filha dessa serpente queria consumar o seu casamento era necessário a liberação da noite para que ela pudesse se deitar. O esposo dela enviou três índios para buscar o objeto, só que no meio do caminho, eles começaram a escutar ruídos de sapos e grilos e a curiosidade fez com que eles abrissem o fruto. O dia escureceu e a filha da serpente tentou descobrir um jeito para separar a noite do dia. Quando surgiu a Grande estrela da Madrugada, ela criou o pássaro Cujubim afim dele cantar para nascer a manhã. Após isto, criou o pássaro Inhambu para cantar afim de nascer a tarde até que surgisse a noite, e também fez outros pássaros para animar o dia. Os índios foram amaldiçoados e se transformaram em macacos de boca preta. Além da filha da serpente, todos os seres puderam dormir. Entre regras e costumes Outro fato também são as regras de comportamento que seria aquilo que é moralmente correto para nós. Uma lei específica era usada por diferentes tribos. No caso do ciúme por exemplo, há um mito que revela que um certo dia as esposas (como se fossem semi deusas) do Sol e da Lua estavam tristes porque seus maridos não tinham ciúmes delas. Assim, buscaram um remédio no pajé para aumentar o ciúme deles, que foi demasiado, fazendo com que o Sol e a Lua demonstrassem através da violência física. Com isso, elas retiram o remédio e o ciúme diminuiu. Assim essa necessidade foi passada entre gerações, a medida que os indivíduos vão amadurecendo, nas entrelinhas das histórias, conhecem novos segredos que mudam algumas reflexões, conhecimentos e verdades. Essas verdades são ensinadas para as crianças desde cedo, para que elas possam descobrir um mundo novo. Pelo fato dos mitos já estarem enraizados nos índios é que eles são difíceis de compreender e é necessário conhecer muito da história de determinada tribo. No decorrer das histórias estes mitos vão se atualizando e representando uma tradição deixada pelos antepassados e estes povos foram por muitas vezes nomeados de sem cultura. Em muitos mitos encontramos uma semelhança quanto as crenças de diferentes povos como:
Xamanismo e Rituais O xamanismo possui um significado amplo. A definição do dicionário Michaelis esclarece o conceito, mas não mostra a complexidade existente. Ele pode ser um ritual, uma religião, uma crença, uma forma de pensar ou de expressar teorias de mundo. Considerada uma longa filosofia de vida, o termo é antigo e partilhado pela extensão da Ásia até o extremo sul da América. Este sistema ritualístico, nos mostra a existência do “xamã”, ou sacerdotes ligados aos rituais. Sendo uma palavra semelhante a “pajé”, derivada do tupi-guarani são usados como referência para os xamãs. O xamanismo representa uma base para os autóctones da Ásia e das Américas, sendo este, trazido pelas colonizações. Sobreposto por grandes religiões, como o budismo, o taoísmo, o cristianismo e outras, o xamanismo indígena veio sobrevivendo aos ataques das outras culturas. Até mesmo porque ele passou a ser um estilo de vida que estava presente na vida dos indígenas. Este tipo de religião, se é que podemos tratá-la assim, não possui verdades inquestionáveis, mas seria uma forma de conexão que os xamãs fariam para estabelecer uma ligação entre os seres humanos e os espíritos, almas de mortos e de animais que estavam no mundo cósmico. Ao invés de ter algo, um símbolo que os conecte a este mundo, os xamãs vão em pessoa se encontrar com essas entidades. Um ritual sem pajé Há tribos também que executam o ritual do xamanismo, sem que aja um pajé ou especialista que estabeleça contato com as entidades. É o caso dos Parakanã do Xingu (região nordeste do estado do Mato Grosso). Pessoas comuns através de sonhos encontram espíritos. Eles levam as músicas que serão cantadas mais a tarde na aldeia. Quando uma pessoa está doente ou em crise, ela pode fazer ligações com o mundo sobrenatural e se renovar (limpam o sangue, os espíritos colocam poderes em seu corpo, aprende-se cânticos). Nesse momento, o índio “empajezou”, enxergando as coisas invisíveis. De acordo com a cosmologia indígena, há dois mundos, onde uma pessoa é composta por:
Nos sonhos, na ingestão de substâncias psicoativas ou doenças, a alma sai do corpo e anda por vários lugares que os olhos humanos não conseguem ver. E, é a partir daqui que vemos a relação entre o mito e o xamanismo. Os relatos das histórias dos ameríndios seguem essa cosmologia. Para eles, houve um tempo em que todas as espécies possuíam uma forma humana, até que algo aconteceu, e este fluxo foi interrompido. Animais (por causa de um erro que cometeram no passado) ganharam um corpo de anta, porco e outros bichos, mas continuaram com alma humana. Os humanos são os únicos que ficam com sua alma e a partilha com outras entidades que compõem a “natureza”. O homem e o desequilíbrio com o cosmos É comum ouvirmos o termo pajelança nos rituais indígenas de xamanismo. Sendo o termo proveniente da Floresta Amazônica , a pajelança, faz com que um elemento vivo mantenha uma relação com os reinos da natureza (mineral, vegetal e animal), e de acordo com o xamanismo indígena é praticado por curandeiros (pajés). Este contanto que o xamã tenta fazer com seres sobrenaturais muitas vezes é em busca de equilibrar um elo que fora perdido entre os povos e meio (mente e natureza). E, nesse processo há curas, exorcismo, entre outros atos. A crença existente é que as doenças surgem no homem por um desequilíbrio causado por ele e a ordem cósmica (universo) e muitas vezes a doença pode ter sido consequência de uma comportamento errado que o indígena teve. Há diversos rituais nas várias culturas indígenas, mas o que se destaca em cada uma delas é a forma com que realizam-no. Eles fazem o inverso do que acontece nos mitos, não só contam a história em si, mas recontam-na e estabelecem uma comunicação entre todos os seres e entidades. É a partir deles que se estabelece um equilíbrio entre os mundos e é indispensável para formar pessoas e a sociedade. Ele pode ser um ritual:
Em muitos desses rituais são invocados deuses que constituem diferentes tipos de elementos da natureza como: animais, ar, fogo, terra, objetos ligados a astronomia, etc. Nestes são celebrados as diferenças entre o mundo natural e o sobrenatural e entre as diferenças existentes entre os seres humanos. O ritual Kuarup Um exemplo de ritual é a cerimônia conhecida com Kuarup. Um ritual das tribos de origem Tupi habitantes do Parque do Xingu. Instituído pelo deus Mavutsinim para ressuscitar os mortos, ao longo do ritual, os mortos iam se transformando em humanos através de troncos de madeira que os representavam. Só que com uma quebra na magia do ritual os troncos não puderam se transformar mais em pessoas. Isso aconteceu porque um índio que havia tido relações sexuais resolveu espiar o ritual, mesmo sendo proibido pelo deus. Mavutsinim revoltado com a desobediência decidiu que os mortos não voltariam mais a vida e que somente seria comemorada a cerimônia. Nota-se que para eles havia vida após a morte e que ela não era o fim. Para estes povos, mesmo não existindo uma escrita, através de rituais, mitos, elementos da natureza, acessórios para o corpo, e outros, é que existe pessoas especialistas (pajé) que tem a sensibilidade de enxergar através da natureza o mundo que gira ao seu redor. ![]() Mas que figura curiosa é essa do pajé? É um líder espiritual e curandeiro que tem uma importância fundamental nas tribos. Geralmente por ser mais velho, é também um homem dotado de conhecimento e da história da tribo. É ele que irá passar toda a cultura, costumes e história para as outras gerações. Sendo chamado de curandeiro em algumas tribos, ele que vai direcionar os rituais, ervas e plantas no trato de algumas doenças. Como líder espiritual, é ele que será o xamã, ou aquela pessoa responsável por entrar em contato com os espíritos e deuses que protegem determinada tribo e de possuir poderes sobrenaturais. Já o cacique não entra nessa definição acima. Ele é o chefe político que cuida dos negócios da tribo e em cada uma delas recebe denominações diferentes. Ex.: Os tupis o chamavam de moruxaua. |
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Hospital gaúcho abre ala para pajés atenderem índios
quinta-feira, 26 de maio de 2011
LIVRO NOSSO LAR -CAP.31UMA MENDIGA NOS PORTÕES
Narcisa perguntou a André Luiz:
Twameva (Mantra)
Um dos meus mantras( oração ) favoritos a primeira vez que ouvi percebi um choro inexplicável como se meu corpo ficasse leve e me senti diferente então fui atrás de informações sobre ele. Particularmente para mim e uma oração para outros um mantra E meu coração realmente se apaixonou. Não importa muito qual definição porque a melhor é o que você sente. Tão profundo significado e hoje entoo com amor e gratidão trouxe um vídeo de Deva Premal , Miten, Manose .As apresentações deles e algo fenomenal amo! Deva Premal esta com certeza em minha lista de melhores cantoras com uma voz divina espero que gostem!
É um mantra, um hino?
Os mantras só podem vir dos Vedas , portanto, não é um mantra. Dentro da categoria geral de composições literárias devocionais ( stutis ), o twameva mata é uma oração ( stotra ) ou hino de louvor.
Recitar uma oração é diferente de cantar mantras védicos em sânscrito porque os mantras, quando pronunciados e respirados corretamente, estão repletos de sons sagrados de sílabas sonoras ( bijaksharas ) e mantras que são encapsulados em outras palavras e têm o poder de extrair uma resposta específica do cosmos.
Por outro lado, as orações são uma forma de comunicação com Deus que não depende de uma escolha particular de palavras ou sons. Em uma oração, toda a ênfase está no estado de mente e devoção do devoto ( bhakti ). Dirigindo-se a seus discípulos, Ramakrishna Paramahamsa disse certa vez: "Saguna Brahman é destinado aos bhaktas ." Em outras palavras, um bhakta acredita que Deus tem atributos e se revela aos homens como uma pessoa, assumindo formas. É Ele quem ouve nossas
Twameva bandush cha sakha twameva.
Twameva vidya dravinam twameva.
Twameva sarvam mama deva deva.
Twameva bandush cha sakha twameva.
Twameva vidya dravinam twameva.
Twameva sarvam mama deva deva.
Twameva bandush cha sakha twameva.
Twameva vidya dravinam twameva.
Twameva sarvam mama deva deva.
Twameva bandush cha sakha twameva.
Twameva vidya dravinam twameva.
Twameva sarvam mama deva deva.
HELENA PETROVNA BLAVATSKY - VIDA E OBRA
Escritora, teóloga e filósofa, Elena Petrovna von Hahn (30 de julho 1831 – 8 de maio 1891) teve educação refinada e desde muito cedo mostrou-se rebelde e independente. Em espisódio que demonstra seu temperamento, a governanta da família a desafiou a encontrar um homem que tivesse coragem de casar com ela. Em tom de brincadeira, Helena sugeriu ao já idoso Nikifor V. Blavatsky que casasse com ela. O general topou, ela não se fez de rogada e passou à condição de senhora Blavatsky.
O casamento durou pouco. Aos 17 anos, Helena saiu pelo mundo. Conheceu a Índia, Leste Europeu, África, Tibete e Ámerica do Sul. Na Índia, Helena conheceu dois mahatmas (mestres) que a iniciaram no esoterismo.
Mas foi em Nova Iorque, em 1875, que Helena fundou ao lado do coronel Henry Steel Olcott a Sociedade Teosófica. Em carta a um amigo russo, Blavatsky explica o ideário da organização:
“A Sociedade Teosófica será composta de ocultistas e cabalistas eruditos, de filósofos herméticos do século XIX e egiptologistas em geral. Queremos fazer uma comparação experimental entre o Espiritismo e a Magia dos antigos seguindo literalmente as instruções dos antigos cabalistas, tanto judeus como egípcios. Ao longo de muitos anos tenho estudado a filosofia hermética em teoria e prática, e a cada dia me convenço mais de que o Espiritismo em suas manifestações físicas não é nada mais do que a Píton de Paracelso, ou seja, o éter intangível que Reichenbach chama de Od. As pitonisas dos antigos costumavam magnetizar a si mesmas – leia Plutarco e seu relato sobre as correntes oraculares, leia Cornelius Agrippa, a Magia Adamica de Eugenius Philalethes, e outros. Você vai ver sempre melhor, e poderá se comunicar com os espíritos por este meio, o auto-magnetismo
No livro A chave da Teosofia, Blavatsky discorre sobre os métodos usados para a obtenção do “conhecimento sobre-humano”. Segundo ela, “os antigos teósofos, assim como os modernos, sustentam que o infinito não pode ser conhecido pelo finito, isto é, percebido pelo finito; mas que a essência divina pode ser comunicada ao Ego Espiritual em estado de êxtase.”
A Teosofia se tornou, ainda que muito contestada, um dos mais bem sucedidos sistemas de pensamento eclético da história recente, unindo formas antigas e novas e provendo pontes entre vários mundos diferentes como sabedoria antiga e pragmatismo moderno, Oriente e Ocidente, sociedade tradicional e reformas sociais. A Sociedade Teosófica existe em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil, conheça seu site.
As principais obras de madame Blavatsky são Ísis sem Véu – obra em quatro volumes (1877), A doutrina secreta – obra em seis volumes (1888), Glossário Teosófico (1890) e a Chave da Teosofia (1891).
A perseguição e sua influência no pensamento de Einstein
Blavatsky foi contestada e acusada como um embuste algumas vezes. O casal Coulomb fez um relatório com acusações contra ela que foi publicado pela Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres. Nos Estados Unidos, ela também foi denunciada como agente do governo russo.Alguns escritos de Blavatsky também foram acusados de racistas por criticar comportamentos do povo árabe. Quando viveu na Índia, Blavastky foi perseguida em várias frentes: pelo governo inglês, pela polícia do vice-rei da Índia e por missionários protestantes e jesuítas.Segundo o site da Sociedade Teosófica,” uma das sobrinhas de Albert Einstein revelou, alguns anos após a sua morte, que seu livro de cabeceira era A Doutrina Secreta, de Blavatsky”. Ainda segundo o mesmo site, “intelectuais do mundo inteiro estudaram a Doutrina e descobriram lá as fontes de algumas das teorias do conhecido físico”.O livro de cabeceira de Einstein não é para iniciantes. A Doutrina Secreta foi definida assim por Mario Roso de Luna, biógrafo de Blavatsky: “esse edifício ciclópico do saber arcaico é um monumento prodigioso, mas ao mesmo tempo, desordenado e confuso. Não vamos entrar na controvérsia de que assim tenha sido feito deliberadamente, como parece deduzir-se até das frases de certos tópicos, e com o objetivo de estimular o estudante sincero, afastando outrossim, os leitores possuídos de mera frivolidade científica.”
Fontes: Blavatksy, A chave da Teosofia (Biblioteca Planeta, 1973), Wikipedia, site da Sociedade Teosófica no Brasil.
VIDEO ATUALIZADO!
CONSCIENCIOLOGIA
A Conscienciologia é o termo que foi proposto publicamente em 1981 pelo médico e pesquisador brasileiro Waldo Vieira para definir a nova ciência dedicada ao estudo da consciência, que, dentre outros termos, é aquilo o que se denomina por ego, alma, espírito, essência, eu, individualidade, personalidade, pessoa, self, ser ou sujeito. Para Vieira, a Conscienciologia parte do princípio de que a manifestação da consciência vai além do cérebro físico e que é independente do corpo humano. Portanto, a Conscienciologia propõe o estudo da consciência através de uma abordagem integral, considerando o holossoma, a multidimensionalidade, as bioenergias e a possibilidade da consciência se projetar para fora do corpo humano de maneira autoconsciente. O holossoma é o conjunto dos quatro veículos de manifestação (corpos) usados pela consciência para se manifestar: o soma (corpo físico), o energossoma (corpo energético, duplo etérico, corpo bioplásmico), o psicossoma (corpo astral) e o mentalsoma (corpo mental). O corpo físico seria extinto com a morte física, após a qual a consciência se manifestaria exclusivamente em dimensões extrafísicas empregando seus demais corpos até que, por forças naturais ou não, ela volte a constituir um novo corpo físico (reencarnação). A consciência teria, portanto, um aspecto multiexistencial. A natureza multidimensional da consciência, fica evidenciada durante o fenômeno da experiência fora do corpo (projeção da consciência) quando ela pode se manifestar de forma lúcida em outras dimensões de espaço-tempo além da dimensão física que conhecemos, empregando os corpos não físicos que constituem o seu holossoma. Além de estar sujeita as forças básicas da natureza, a consciência também interage por meio de bioenergias (energia vital, prana, orgonio, chi) com outras consciências, com outros seres vivos, com o ambiente. Por meio das bioenergias a consciência interfere e sofre interferências do meio. A consciência seria intimamente regida por uma ética maior que permeia todo o universo, denominada cosmoética. A cosmoética não se limitaria aos conceitos de "certo" e "errado". Ela é orientada pela evolução da consciência, em qualquer dimensão de manifestação. Assim, não se pergunta se uma idéia ou ação é certa, mas se é a favor da evolução das consciências. Segundo Vieira, o estudo da Conscienciologia com base nesses pressupostos constitui um paradigma consciencial, um novo modelo de idéias, distinto, portanto, do paradigma adotado pelas ciências tradicionais. Ainda segundo o autor, o escopo da Conscienciologia é o estudo da consciência do vírus (a forma mais simples de consciência) ao Serenão, a consciência mais evoluída existente em nosso planeta. |
PROJECIOLOGIA
Projeciologia: A Projeciologia é um subcampo ou especialidade da ciência Conscienciologia, que estuda as projeções da consciência para fora do corpo físico, ou seja, as ações da consciência (ego, self ou personalidade humana) em dimensões não físicas, livre do restringimento do corpo biológico. A ciência Projeciologia também investiga outros fenômenos projeciológicos, tais como: bilocação, clarividência, experiência de quase-morte (EQM), intuição, precognição, retrocognição, telepatia, entre outros. O termo projeciologia vem do Latim, projectio, projeção e do Grego, logos, tratado.
O fenômeno projetivo é relatado desde a Antiguidade nas mais variadas culturas. Vem desde as chamadas iniciações no período Antigo, o culto ao kha do antigo Egito, o homo duplex descrito pelo escritor francês Honoré de Balzac, até a recente denominação, ainda mísitica, conhecida por desdobramento ou projeção astral.
Hoje, denominado de projeção da consciência ou experiência fora do corpo (out of-the-body experience - OBE), por cientistas e pesquisadores, o fenômeno passou a ser estudado de modo científico, propiciando a autopercepção de que é natural e fisiológico, e de que ocorre com todas as pessoas independente de seu conjunto de valores, credo, raça, sexo, idade, classe social e nível cultural, classificando-se como fenômeno universal.
A ciência Projeciologia foi proposta em 1981, a partir da publicação do livro Projeções da Consciência, de autoria do médico e pesquisador Waldo Vieira, projetor consciente desde os 9 anos de idade. Em 1986, Waldo Vieira publica o tratado Projeciologia - Panorama das Experiências da Consciência Fora do Corpo Humano, hoje (2010), em sua 4ª edição, com 1232 páginas e 2040 referências bibliográficas, sendo considerado uma referência internacional sobre o estudo da projeção consciente.
Pesquisas internacionais indicam que a projeção de modo consciente é alcançada e vivida por milhões de pessoas em todo planeta. Todos nós saímos do corpo, normalmente quando dormimos. No entanto, para a maioria da humanidade, falta lucidez durante a experiência extracorpórea e rememoração do fenômeno projetivo vivenciado. Por essa razão, muitos pensam que a projeção não existe. E por não trazerem dela uma lembrança clara, confundem-na com sonhos.
"Sair do corpo humano, com lucidez, é a mais preciosa e prática fonte de esclarecimentos e informações prioritárias acerca dos mais importantes problemas da vida, elucidando-nos sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos." (Waldo Vieira, Nossa Evolução, 1997).
Diferenças entre sonho e projeção
Nos sonhos, assim como no devaneio, imaginação, alucinação, desequilíbrio mental ou distúrbios psicofisiológicos, não temos controle sobre nossas ações. Entretanto, na projeção consciente, atuamos por nossa própria vontade e determinação. Há várias pesquisas evidenciando as diferenças entre a projeção e esses estados alterados de consciência.
Veículos de manifestação
A consciência utiliza vários corpos ou veículos para se manifestar. O corpo humano ou soma é o veículo mais denso, percebido pelos sentidos físicos, quando estamos acordados, durante a vigília, momento em que todos os veículos de manifestação encontram-se em coincidência, encaixados uns nos outros. Durante o sono ou através de relaxamento físico, por exemplo, estes corpos se desencaixam ou entram em descoincidência, possibilitando à consciência, projetar-se para fora do corpo físico e atuar a partir de outro corpo, mais sutil ou menos denso, o corpo emocional ou psicossoma. O corpo físico permanece dormindo, inanimado, vazio de consciência, sendo mantido apenas pelas funções autônomas biológicas. Enquanto isso, a sede da nossa consciência que se encontra no psicossoma, pode atuar livremente, em outras dimensões. Há ainda a manifestação através do corpo mental ou mentalsoma, sinalizando maior nível de lucidez e racionalidade e menos emotividade. A manifestação da consciência é também bioenergética, quando utiliza o corpo energético ou energossoma, responsável pela saúde e vitalidade. Ao conjunto de todos esses corpos (soma, psicossoma, mentalsoma e energossoma) denominamos holossoma.
Durante uma projeção consciente, é comum a pessoa sentir-se flutuando acima de seu corpo físico. Outras vezes, ela é capaz de ver o próprio corpo adormecido no leito. O projetor também pode sentir vibrações agradáveis em todo corpo, sons ou ruídos dentro da cabeça, sensação de queda-livre, incapacidade temporária de mover o corpo físico, sensação de inchar ou inflar como balão e vários outros sinais correlacionados ao fenômeno projetivo.
Tipos de projeções
Quase sempre nossas projeções ocorrem de modo involuntário ou espontâneo, durante o sono natural ou até mesmo durante um simples cochilo. Em outros casos, a projeção consciente ocorre em situações críticas, como é o caso das Experiências de Quase-Morte (EQMs), tipo de projeção forçada, compulsória ou patológica, causada por traumas orgânicos, acidentes físicos e comum a pacientes terminais ou sobreviventes da morte clínica.
A Projeciologia propõe técnicas projetivas para que o interessado obtenha projeções conscientes voluntárias, sadias e planejadas. Esse tipo de projeção oferece maiores índices de lucidez e rememoração, auxilia o indivíduo a desenvolver o autodomínio emocional, a perder o medo da morte, a repensar seus valores, a dinamizar o autoconhecimento e a entender sua real procedência.
PARADIGMA CONSCENCIAL
A Conscienciologia objetiva o estudo da consciência de modo integral, com todos os corpos, existências e dimensões, tendo como base os princípios da ética cósmica.
Algumas ferramentas utilizadas para a pesquisa da consciência constituem na observação e análise dos atributos da personalidade e também na experimentação e autopesquisa das próprias reações perante às diferentes formas de energia, sejam provenientes da natureza, dos ambientes ou das consciências.
Estudar a consciência não é uma tarefa simples. Cada microuniverso consciencial é extremamente complexo para ser pesquisado de maneira convencional.
Os instrumentos, aparelhos ou parâmetros físicos são ainda insuficientes para analisar a consciência, pois esta se encontra além da própria matéria e da energia. O microuniverso consciencial não pode ser colocado dentro de um tubo de ensaio, não pode ser observado por um microscópio ou ser analisado por um sofisticado computador.
Segundo as premissas da Conscienciologia é necessário estabelecer novos parâmetros de medida, descobrir novos instrumentos de investigação para pesquisar a consciência. Este novo modelo denomina-se Paradigma Consciencial.
O Paradigma Consciencial é fundamental para responder a inúmeros questionamentos e explicar vários fenômenos que vêm sendo ignorados ou excluídos da ciência convencional há cerca de 2 séculos; e levantar também outros tantos questionamentos importantes para o desenvolvimento da ciência.
Através deste novo paradigma a consciência irá estudar a si mesma. Isto quer dizer que a consciência (você e todos nós) torna-se, simultaneamente, o objeto de estudo, o sujeito e o próprio instrumento de pesquisa. No método da autopesquisa (pesquisa de si mesmo) o pesquisador é o próprio objeto das suas investigações.
O Paradigma Consciencial propõe a ampliação do pensamento científico, oferecendo uma visão integral do Universo e da consciência. A partir desse novo ponto de vista é possível sair da "dermatologia da consciência", ou seja: o estudo superficial, material, que representa a "pele" da consciência, para adentrar profundamente na dinâmica do microuniverso consciencial.
O Paradigma Consciencial aborda a consciência a partir dessas premissas básicas:
- Holossomática: Admite a existência do holossoma (holo + soma), ou seja, o conjunto de corpos ou veículos de manifestação da consciência formados pelo soma ou corpo físico; energossoma,o corpo das energias, também conhecido como holochacra; psicossoma ou corpo das emoções e mentalsoma, o corpo do discernimento.
- Bioenergética: Assume a existência e a aplicação lúcida das bioenergias através do energossoma (energo + soma: corpo energético formado pelo conjunto de chacras), levando em consideração as influências das energias imanentes e conscienciais muito além das percepções cerebrais registradas a partir dos sentidos físicos.
- Multidimensionalidade: A consciência se manifesta em múltiplas dimensões e cada veículo se manifesta em uma dimensão. Portanto, através do domínio voluntário das projeções conscientes - experiências fora do corpo - projetor tem a oportunidade de comprovar essa realidade, pois está em contato direto com inúmeras dimensões e realidades não-físicas.
- Serialidade: Sustenta o princípio de que a consciência é multiexistencial e multimilenar, ou seja, a personalidade submete-se à serialidade de existências ou múltiplas vidas humanas em série, intercalando com períodos chamados intermissivos, ou seja, entre as vidas humanas.
- Cosmoética: O paradigma consciencial tem por filosofia moral a cosmoética ou moral cósmica - um princípio mais amplo que a moral humana - que leva em consideração as múltiplas vidas, ou seja, as nossas múltiplas relações interpessoais nem sempre positivas; os diferentes veículos de manifestação, levando em consideração a qualidade dos nossos pensamentos, sentimentos e energia e suas repercussões.
- Universalismo: É o conjunto de idéias derivadas da universalidade das leis básicas da Natureza e do Universo, que através de todos os campos de pesquisa envolve o microuniverso das consciências, expandindo a partir dela para o Universo, onde estão todos imersos. Diante dessa premissa, perde o sentido do apego aos bairrismos, nacionalismos exacerbados, preconceitos de todos os tipos, fronteiras entre países.
- Auto-experimentação: Embasa a pesquisa da consciência a partir da auto-experimentação. A Projeciologia é considerada a parte prática, experimental, da Conscienciologia, pois o fenômeno da projeção consciente é a ferramenta mais importante para o estudo da consciência. A projeção conduz a consciência ao autoconhecimento integral. Daí surge a necessidade do conscienciólogo desenvolver sua capacidade de projetar-se para fora do corpo humano com lucidez. O conhecimento teórico, muitas vezes apoiado em provas convencionais, crenças ou especulações não é suficiente para realizar a ciência da consciência. Ao invés disso, o conscienciólogo irá buscar a experimentação pessoal da projeção consciente - um fenômeno natural que é autopersuasivo ou se autocomprova.
QUER CONHECER MAIS?acesse https://conscienciologia.org.br/
FÊNOMENOS PARAPSÍQUICOS
O estudo teórico e prático dos fenômenos parapsíquicos pelo IIPC - Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia, visa o desenvolvimento e a evolução da consciência, que vivencia e comprova, por si mesma, a existência de outras dimensões.
De acordo com a Projeciologia, todas as pessoas podem vir a desenvolver capacidades parapsíquicas. Esse desenvolvimento depende da vontade, determinação, intenção e superação de traços pessoais. O importante é desenvolver a capacidade de maneira sadia, com objetivos éticos e assistenciais, em prol da evolução da consciência.
Atualmente a ciência Conscienciologia, que pesquisa a consciência (ego, self, alma, eu) em uma abordagem mais ampla, traz a proposta de empregar os fenômenos parapsíquicos ou paranormais como ferramenta de pesquisa no entendimento de si mesmo e dos outros. Esta abordagem inovadora, pressupõe que o pesquisador esteja aberto a experimentar realmente aquilo que está pesquisando, ou seja, que produza por si mesmo os fenômenos parapsíquicos a partir de técnicas que empregam a vontade e tire suas conclusões. Uma das especialidades desta ciência é a Projeciologia, que se dedica ao estudo das experiências fora do corpo físico (viagem astral, desdobramento, out-of-body experience) e outros fenômenos gerados a partir da expansão das energias pessoais. Visando preservar a fisiologia e a manutenção da lucidez pessoal, não são empregadas e nem recomendadas pela Conscienciologia e Projeciologia o uso de substâncias psicoativas na pesquisa dos fenômenos parapsíquicos, mas o uso da própria vontade.
Vários fenômenos conhecidos são decorrentes da ampliação das percepções além dos sentidos físicos devido a algum tipo de descoincidência, podendo ser uma minidescoincidência ou uma descoincidência completa de um ou mais veículos de manifestação.
Clarividência. Percepção visual além do sentido físico da visão, que permite a apreensão de informações além do mundo material. Através da clarividência, a pessoa pode ver as energias de outras pessoas (aura) - ou do ambiente, pode ver pessoas que já passaram pela morte física ou pessoas que estão projetadas, ou seja, vivenciando a experiência da projeção consciente. É o mesmo que vidência extrafísica, segunda visão, sexto sentido, paravisão.
Relato de clarividência em sala de aula:
"Durante uma atividade parapsíquica em sala de aula, tive a clara percepção de visualizar uma mulher com aspecto indiano, cabelos escuros longos, tiara na testa e um colar vermelho. Ela possuía traços faciais diferentes daquela pessoa através da qual se manifestou, além da tiara e do colar que a outra não estava usando. Após o exercício, as pessoas presentes relataram suas percepções sendo que outras duas tiveram a mesma visão que eu tive."
(Margherita Vasconcellos, Estudante de Psicologia)
Clarividência viajora. Percepção visual à distância, que permite à pessoa a captação de cenas e imagens de um local físico distante ou de outras dimensões. O mesmo que visão remota. As informações obtidas através da clarividência viajora podem ser confirmadas posteriormente. Alguns casos registrados desse fenômeno foram com os clarividentes Ingo Swan e Harold Sherman que, pela clarividência, em 1973, exploraram os planetas Júpiter e Mercúrio antes mesmo das sondas espaciais Voyager e Discovery, as quais posteriormente confirmaram observações realizadas pelos clarividentes.
Telepatia. Transmissão e recepção de informações entre duas ou mais pessoas. Pode ocorrer entre pessoas desta dimensão material e também entre estas e pessoas de outras dimensões.
Retrocognição. Ato de rememoração de fatos, cenas e vivências pertencentes ao passado que estão além da memória física, cerebral. Assim como as precognições, as retrocognições também costumam ocorrer durante projeções da consciência. Quando os fatos rememorados se referem a vidas anteriores, esse fenômeno é também conhecido como lembrança de vidas passadas.
Psicografia. Tipo de escrita parapsíquica na qual uma pessoa que está em outra dimensão comunica-se através de médium psicógrafo. A pessoa que está se comunicando pode estar projetada ou já ter passado pela morte biológica.
EQM - Experiência de quase-morte. Projeção involuntária, forçada, que ocorre em casos de morte clínica, doenças terminais ou acidentes, em que o paciente ou acidentado se vê fora do corpo, acessa outras dimensões e, depois, retorna ao corpo. Em inglês, é conhecido por near-death experience (NDE). Pode significar um sinal para a retomada de tarefas importantes e também desencadear uma série de reciclagens dos pensamentos, sentimentos e energias.
Poltergeist. Conjunto de ocorrências e perturbações diversas, tais como, ruídos e movimentos de objetos, aparentemente inexplicáveis por razões físicas. O poltergeist é associado a manifestações de consciências de outras dimensões. Sinônimo de assombração.
Projeção consciente ou experiência fora do corpo. A projeção consciente humana é conhecida também como experiência fora do corpo, viagem astral ou desdobramento. É uma experiência individual de percepção do ambiente e de outras consciências, seja espontânea ou induzida, na qual a pessoa se percebe fora do seu corpo físico, podendo inclusive observá-lo de maneira lúcida e comprovar para si mesma que ela não é só o seu corpo físico (autobilocação). A maioria das projeções envolve o veículo chamado psicossoma (corpo emocional), o qual ao deixar o soma (corpo físico) carrega consigo parte do corpo energético (energossoma), formando o cordão de prata, que é a conexão energética entre o soma e o psicossoma, presente durante a projeção consciente.
Segundo pesquisas da Antropologia, a projeção da consciência para fora do corpo humano é relatada por todos os povos e raças na história e acontece independente de sexo, idade, raça, religião e educação.
Pelas pesquisas da Projeciologia, todos os seres humanos produzem a projeção da consciência, pelo menos à noite ao dormirem. No entanto, a maioria não vivencia o fenômeno com lucidez ou não traz a recordação completa quando desperta. Uma das vivências que a pessoa motivada pode experimentar, ao se projetar para fora do corpo com lucidez, é encontrar pessoas conhecidas também projetadas ou que já passaram pela morte biológica. Ao despertar, a pessoa pode buscar a confirmação da experiência perguntando à quem ela encontrou projetado, se também lembra do ocorrido. Algumas vezes obtém-se esta confirmação, ou seja, a outra pessoa lembra exatamente da experiência. Outras vezes, a confirmação não ocorre porque a pessoa encontrada fora do corpo não estava lúcida ou não lembrou da experiência ao retornar ao corpo físico. Seja como for, a vivência de se perceber lúcido, pensando, sentindo e agindo conscientemente fora do corpo é autocomprobatória, fala por si só e não deixa dúvidas a quem experimentou o fenômeno pelo menos uma vez com lucidez plena.
Autobilocação. É o estado em que a consciência, a pessoa, estando fora do corpo físico, manifestando-se através de outro corpo, o psicossoma, observa o próprio corpo físico. Esse fenômeno, comum durante as experiências de quase-morte (EQM), constitui importante fenômeno subjetivo que prova, para a própria pessoa, a realidade de outro veículo de manifestação além do corpo físico, e também, que a consciência sobrevive à morte biológica.
Intuição. Fenômeno de percepção instantânea e de claro conhecimento íntimo através da apreensão, captação súbita de pensamento ou idéia, pela pessoa, sem a intervenção de qualquer processo racional. Quando ocorre durante uma projeção consciente é a intuição extrafísica e proporciona a aquisição de idéias extrafísicas originais.
Déjà vu. É o conhecimento inconsciente, prévio ou a impressão de já ter visto ou encontrado uma pessoa, já ter visitado determinado lugar ou vivido determinada situação, os quais, de fato a pessoa jamais vira, estivera antes ou vivera fisicamente. A expressão francesa mais utilizada para este fenômeno é o déjà-vú. Um tipo específico é o dejaísmo projetivo, no qual a pessoa visita um local projetada para fora do corpo e eventualmente vai até este local depois que desperta fisicamente, tendo então a nítida sensação de já ter estado lá.
Catalepsia projetiva. Estado psicofisiológico caracterizado pelo enrijecimento dos membros e impossibilidade passageira de mover o corpo humano, estando a pessoa lúcida e dentro do corpo. A catalepsia projetiva, passageira e inofensiva, não deve ser confundida com a catalepsia física. Esse fenômeno ocorre devido à coincidência incompleta entre o corpo físico e o psicossoma, no momento da saída do corpo (decolagem) ou no momento do retorno ao corpo físico após uma experiência fora do corpo. Recomenda-se à pessoa, ao se perceber em estado de catalepsia projetiva, manter a tranqüilidade e buscar mover uma mínima parte do corpo, como um dedo, a língua ou respirar mais profundamente. A pessoa pode, também, aproveitar o estado de minidescoincidência e buscar se projetar com lucidez.
Cosmoconsciência. Condição de expansão máxima de lucidez e percepção, vivida pela consciência que, nesse estado, se sente una com o Universo e se torna capaz de, no período da experiência, alcançar uma existência inteira de entendimento, revelação, iluminação e autotranscendência. É uma experiência de difícil tradução em palavras e muitas vezes quem a vivencia não consegue trazer para o cérebro físico tudo aquilo que percebeu e vivenciou. Também conhecida por consciência cósmica, mente cósmica, nirvana, samádi, satori, Tao absoluto.
Fenômenos Parapsíquicos e Evolução
A Conscienciologia convida os interessados nestes temas a aprofundarem sua compreensão teórica e prática. Muitos se assustam ao vivenciarem tais fenômenos por desconhecerem seu caráter natural e fisiológico, e também por não saberem o que fazer de útil com isto. Tais fenômenos podem ser empregados como ferramenta de desenvolvimento pessoal, ampliando a compreensão de si mesmo, dos outros e da vida. A vivência da saída lúcida do corpo, por exemplo, diminui as ansiedades e inseguranças sobre a morte, na medida em que a pessoa percebe que sua individualidade é independente do corpo e vivencia maior noção de interdependência e cooperação com a humanidade, ampliando o universalismo.